O darwinista criacionista

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A crença na Teoria de Darwin é parecida com crença religiosa. Os devotos, os darwinistas, são crentes fervorosos, obcecados e sempre dispostos a agredir antes de refletir o que dizem aqueles que ousam apontar as falhas na teoria. Quando acuados por argumentação que exige uma resposta à altura, eles começam desqualificando o autor, sua formação acadêmica e repetem jargões da teoria. Quando isso não funciona, recorrem à argumentação duvidosa, repleta de viagens na maionese, tal como você vai ver no final do vídeo: o darwinista virando criacionista para explicar pergunta difícil: – Como mamíferos surgiram de répteis.

A agressividade aumenta se o autor da crítica for defensor do design inteligente, piora muito quando se trata de seguidor de alguma religião e explode quando há suspeita de ser criacionista, desses que acredita que o mundo foi criado há 6 mil anos. Este último é o mais odiado de todos os hereges aos olhos dos darwinistas. Vou logo avisando que não me enquadro em nenhum desses casos.

Esclareço, também, que o que está em jogo não é se houve ou não evolução, é como aconteceu. Vou expor apenas números, coisa que você deveria fazer também, se tiver a intenção de se contrapor. Não vale me xingar, nem me classificar como algum tipo de herege. Pode ser assim? Combinado? Então vamos lá.

A teoria de Darwin é baseada em genética e bioquímica, ciências que não existiam na época de Darwin, o conhecimento era zero. Esse conhecimento ainda engatinhava nos anos 30 a 60, quando a teoria foi revista por uma dúzia de especialistas, os responsáveis pelo que é conhecido como “síntese evolutiva moderna”, “síntese neodarwiniana”, “teoria sintética da evolução” ou simplesmente “neodarwinismo”.

Essa turma deu origem a um dogma forte o bastante para criar um ambiente de repressão a quem ousasse contestar as ideias desses especialistas iluminados, desses seres supremos. Retornou o ambiente de Tribunal da Inquisição, coisa que precedeu o tempo de Darwin. Ainda hoje, há casos de perda de emprego ou de verbas de pesquisa, a quem se aventura a contrariar o Tribunal dos Supremos Neodarwinistas.

No entanto, no Século XXI, qualquer um, se quiser, pode ter acesso a conhecimento superior ao desses iluminados. Se souber estatística, será capaz de desconfiar que as hipóteses que compõem a teoria não podem explicar a formação de moléculas gigantescas como o DNA, nem mesmo proteínas funcionais. Neste vídeo, só vou tratar de proteínas.

Com a ajuda da estatística, bioquímicos estão criando coragem de publicar cálculos de probabilidade, estimativas que podem provocar a extinção sabe de quê? Da Teoria de Darwin.

Qual é a base da Teoria de Darwin? A evolução das espécies começa com mutações ao acaso, quase todas inúteis, mas algumas raras trazem vantagens, aumentando as chances de reprodução do animal em relação aos demais da sua espécie. Essas mudanças são transmitidas à prole. Gradualmente, os que vão herdando a vantagem competitiva aumentam em número, acabando por fixar a mutação na população, processo chamado “seleção natural”.

Portanto, as mutações ao acaso são o primeiro passo da Teoria de Darwin para explicar de onde vêm as variações que dão origem à evolução. A base da teoria é o acaso.

Muitos daqueles que acreditam entender a teoria, discordam. Eles costumam repetir o jargão de que a base não é o acaso, que a seleção natural é um processo que torna a teoria não aleatória. Isso é falso, os darwinistas sabem que é. Não é algo controverso. A seleção não causa novas variações; em vez disso, ela peneira o que é entregue pelas mudanças aleatórias. Entretanto, mesmo um processo dirigido pela seleção natural, também tem baixas chances de explicar a formação de uma proteína, conforme veremos adiante.

Venha comigo. Acompanhe a viagem pelo mundo das probabilidades de moléculas complexas. Sua cabeça vai encher de dúvidas, suas certezas vão balançar. É esta a missão deste canal: combater as certezas.

A vida é feita de proteínas, que são moléculas enormes. As pequenas possuem 1500 átomos. As maiores podem chegar a 500.000. De onde vieram? Somente organismos vivos produzem proteínas. Aí você vai perguntar: – É possível formar proteínas por algum acidente, a partir dos minerais existentes na natureza?

A resposta é não. Reação química é algo complicado de acontecer. Tudo o que existe na natureza é simples. No universo, 99% é hidrogênio e hélio. Na Terra, os minerais que existem por aí possuem menos de 20 átomos. Chegar a 1500 por processos acidentais que ocorrem na natureza é praticamente impossível.

Há uns 70 anos que cientistas fazem experiências de misturar minerais com água, simular raios e outros processos naturais. Depois eles acendem uma vela, rezam bastante, rezam até cansar de esperar alguma coisa acontecer. O máximo que conseguiram até hoje foi gerar aminoácido, moléculas com menos de 30 átomos, os tijolos constituintes de uma proteína. Mas eles vibram com a descoberta desses tijolos, como se tivessem descoberto um edifício, um arranha-céu.

Quantos são os tijolos da vida? São 20. Esses 20 aminoácidos são compostos de quatro elementos: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Tem o enxofre também, embora presente em apenas 2 dos 20 aminoácidos. [brilhar o S na estrutura] Uma proteína das pequenas possui 100 aminoácidos, o que dá mais ou menos 1.500 átomos. Olha aí uma estatística com a distribuição de frequência dos tamanhos.

Quantas proteínas com 100 aminoácidos podem existir a partir dos 20 que compõem a vida? O cálculo é 20100, que é igual à 10130 em notação científica. Quantas delas são proteínas funcionais, que servem para alguma coisa? Ninguém sabe, mas as estimativas que tomei conhecimento variam entre 1 em 1050 até 1 em 1077, parece número grande, mas é número pequeno se comparado ao imenso total das que podem existir.

As proteínas conhecidas pela ciência é um número mais ínfimo ainda. As estimativas que já vi variam de 2 a 200 milhões. Esta matéria do The Guardian comemora o fato de a inteligência artificial ter sido capaz de decifrar a estrutura geométrica tridimensional de todas as que existem, estimadas em 200 milhões. Uma descoberta fantástica se for verdade, se isso funcionar mesmo.

Tão improváveis de surgir, mas tão abundantes na natureza. Sabe quantas proteínas existem no corpo humano? Acho que ninguém sabe, mas as estimativas que já vi variam de 20 a 100 mil.

O total de células que existe mais as que já existiram no planeta Terra de animais unicelulares ou multicelulares como nós é da ordem de 1040. Multiplicado pelo número de segundos de existência do planeta, que é de 1017, dá o resultado de 1057. Se cada célula tivesse produzido uma proteína nova por segundo, sabe quantas proteínas funcionais teriam surgido no planeta usando a estimativa mais otimista? Menos de 15 milhões. Pouquinho, né?

Botei o DeepSeek para conferir, para obter número produzido pela inteligência artificial. Disse que eu fui otimista demais. Usando estimativa realista, o número correto seria zero.

– Ah, Marco Polo, eu quero ver estimativa usando seleção natural. Esse negócio de acaso não me convenceu.

Está bem, vamos lá. Vamos ver se conseguimos transformar um gene humano por mutações aleatórias, gradualmente, como manda a teoria. Ao invés desse gene produzir uma proteína com 100 aminoácidos, o gene vai ter que evoluir para fabricar uma com 200. Vamos supor acréscimo de um aminoácido de cada vez. O problema é que, para atender a teoria, todo acréscimo precisa produzir vantagem seletiva ou ser neutro. Não pode ter nenhum prejudicial, porque a brincadeira acaba, a mudança leva à extinção. As mutações deletérias em humanos, segundo o DeepSeek, são 86%, as neutras são 14% e o percentual de vantajosas é mínimo, coisa de uma em cem mil.

Então, a primeira mutação tem chance de sucesso de 14%, a segunda de 0,14×0,14, o que dá menos de 2%. Prosseguindo as multiplicações, a chance de atender ao critério é de 0,14100, o que dá um resultado final da ordem de 1 em 1086. Isso é praticamente chance zero. Eu disse chance zero de uma proteína evoluir de 100 para 200 aminoácidos, cada passo com mutações neutras ou vantajosas para o organismo.

Os darwinistas sabem disso tudo que eu mostrei neste vídeo. Estão conscientes que a teoria tem vários problemas para resolver, mas nunca admitem publicamente. Preferem inventar viagens na maionese como saída para essa e outras enrascadas da teoria, que vão só aumentando na medida do avanço da bioquímica e da genética.

Neste vídeo aqui, você vai ver darwinista virando criacionista. Há vários estudos mostrando que eles acreditam que a placenta foi criada do nada, surgiu de repente no gameta de um réptil, levada por um retrovírus diretamente ao DNA do réptil. Assim teriam surgido os mamíferos. Você acredita?

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