
Janeiro 2022 – Ministro da Economia Paulo Guedes – Desde o início, Paulo Guedes só fala em trilhão. Ele continua atrás de fazer grandes negócios, só que agora em outro patamar, ele quer entrar na casa do trilhão. Começou querendo arranjar um trilhão em 20 anos com a reforma da previdência. Fez a reforma, mas a meta não foi atingida. Depois, enxergou trilhão nos imóveis federais registrados na contabilidade pública, mas descobriu que não podia vender. Eram quartéis, universidades, parques públicos e aeroportos. Só vendeu os aeroportos. Voltou à carga com a mesma conversa de todos os seus antecessores, a mesma intenção de fazer grandes negócios por meio de uma lambança que eles chamam de privatização. Fez alguns negócios, mas faltou apoio para prosseguir nesta modalidade de lambança. Ao final de 2021, após 3 anos de governo, ele finalmente conseguiu atingir a meta de 1 trilhão. Este foi o valor dos juros da dívida pública pagos aos bancos e aos rentistas, conforme artigo do economista Paulo Kliass. Segundo o artigo, o valor dos juros pagos de R$ 1,1 trilhão foi superior aos 700 bilhões gastos com saúde e educação no mesmo período.

Dezembro 2021 – Presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães – Lambe-botas do presidente da república, constrangeu o alto escalão do banco ao fazer com que todos os diretores e vice-presidentes fizessem flexões em um palco, exercício associado pelo presidente Bolsonaro à sua imagem como militar. A cena aconteceu nessa terça-feira (14/12), durante o segundo dia do Nação Caixa, que acontece no Bourbon Atibaia Resort, em São Paulo. O MPT (Ministério Público do Trabalho) notificou, na 5ª feira (16.dez.2021), o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, sobre episódio de “constrangimento no trabalho”. O episódio é revelador da causa maior do Brasil ter se tornado um desastre de gestão: substituição da meritocracia pela adulação.

Novembro 2021 – Presidente Jair Bolsonaro – Inimigo da ciência, o presidente assinou decreto concedendo a si mesmo a medalha mais top, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. O ministro da Ciência e Tecnologia, o ex-astronauta Marcos Pontes, levou o título de chanceler e o da Economia, Paulo Guedes, foi nomeado conselheiro da Ordem. Em agosto, o Presidente já havia tentado ser o viajante do mês ao apresentar a apoiadores a medalha “imorrível”, “imbroxável” e “incomível”. Não teve êxito pelo respeito devido ao cargo que ele ocupa. Porém, este canal passou a temer que ele siga extrapolando todos os limites enquanto não receber o título de viajante da maionese do mês, agora concedido.

Outubro de 2021 – Heloísa Bolsonaro foi contemplada com a taça viajante da maionese por ter divulgado em suas redes sociais foto tirada em Dubai acompanhada da filha e do marido, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), todos fantasiados com vestes típicas da nobreza das arábias.

Setembro de 2021 – Sérgio Reis, Batoré e Zé Trovão, e Roberto Jefferson – Por terem embarcado em uma viagem na maionese em que ocorreria decretação de estado de sítio, fechamento do Congresso Nacional e destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo versão divulgada pelo OAntagonista, Roberto Jeffers0n, preso em Bangu 8, escreveu carta admitindo que Bolsonaro fraquejou ao não ter aplicado um golpe de estado.

Agosto de 2021 – General Braga Netto do Ministério da Defesa – A jornalista Eliane Catanhêde informou em sua coluna no Estadão que foi ideia de Braga Netto e Bolsonaro o desfile de tanques pela esplanada dos ministérios como forma de demonstração de força, diante da iminência da derrota no plenário da Câmara na votação do voto impresso, que o presidente desejava aprovar. O tanque soltando fumaça preta transformou-se em uma demonstração de fraqueza das Forças Armadas.
Julho de 2021 – Coronéis do Ministério da Saúde – A CPI descobriu atravessadores no caminho de compra bilionária de vacinas superfaturadas, envolvendo reverendo, cabo da polícia militar, pelo menos meia dúzia de coronéis nomeados para cargos na saúde, protagonistas de uma história inacreditável. Há provas cabais pelo menos de que os negócios eram autênticas viagens na maionese. Destaco aqui o Blog do Moisés Mendes, por ter escrito um post tendo no título uma pergunta até agora respondida com silêncio: O Exército quer saber o que seus coronéis faziam no Ministério da Saúde?