O gene da viagem na maionese

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Eu tenho um ranking de áreas científicas que mais recorrem a viagens na maionese para encontrar explicações para os mistérios de maior interesse. Em primeiro lugar, reina absoluta a cosmologia. A vice-campeã é a biologia evolutiva, que é o tema deste vídeo.

Vou começar falando de contradições que achei em livros de biologia evolutiva sobre caudas de ratos e hamsters. Um especialista dizia que caudas curtas favoreciam escapar das garras de predadores. Outro dizia o contrário, que eram as caudas longas que favoreciam escapar de predadores porque ajudavam o bicho a manter o equilíbrio quando corria pra fugir.

O darwinismo arruma explicação para qualquer coisa que se vê na natureza, até mesmo o gene egoísta pode se transformar em altruísta, bastando mudar o rumo da viagem na maionese.

Darwin era um cientista de mente aberta. Ele cogitava que a evolução poderia contar com outros mecanismos além da seleção natural de mutações casuais. No entanto, seus seguidores, ao invés de procurar esses outros mecanismos, embarcaram em uma viagem na maionese de atribuir aos genes a carga pesada de explicar tudo, inclusive desenvolvimento embrionário, macroevolução, comportamento, consciência.

Explicar estes quatro mistérios sempre foi um árduo desafio para a biologia evolutiva.

O desenvolvimento embrionário trata da formação do ser vivo a partir de uma única célula ovo, que vai se dividindo e especializando suas filhas para formarem órgãos, ossos, olhos e tudo o mais. Ninguém sabe como isso ocorre. Como é que o DNA organiza a construção do corpo no tempo e no espaço. Os avanços na genética que permitiram investigações são bem recentes e tem proporcionado grandes surpresas.

A macroevolução diz respeito aos grandes saltos evolutivos como a transição de um réptil para um mamífero, do ovo externo para interno. Costumo citar a dificuldade de explicar as baleias, especificamente a migração do focinho de seu suposto ancestral terrestre, o Pakicetus, para o dorso. Como é que isso pode ocorrer paulatinamente, por seleção natural de mutações casuais? Eu não sei.

O comportamento animal, o confronto entre o esperado pela teoria e o real, tudo isso está exposto em vídeos, uma infinidade deles, que você costuma receber pela internet. Se prestar atenção observando com olhos darwinistas, vai descobrir comportamentos que contrariam a teoria.

Já a consciência prossegue sendo o maior dos mistérios inexplicados.

Está nos planos explicar tudo isso em breve. Inscreva-se no YouTube e no site para ser avisado dos posts e vídeos.

Os darwinistas atuais são membros de algo parecido com uma seita fundamentalista que interpreta textos sagrados, que no caso deles é o livro “A Origem das Espécies” de Charles Darwin. Se Darwin vivesse nos tempos atuais, não seria darwinista e estaria perplexo com seus dogmáticos seguidores, detentores de uma fé fervorosa nos genes, nutrida pelo ódio aos criacionistas e a todos os hereges que ousam desconfiar do Poder Supremo dos genes.

O que de fato sabemos sobre isso? Muito ou pouco? Sabemos alguma coisa sobre o papel dos genes na produção de proteínas, um processo de complexidade tão espantosa que só com muita fé é possível acreditar ter surgido ou evoluído a partir de seleção natural no tempo de existência da Terra.

– Ah, Marco Polo, então você deve ter uma explicação para substituir a dos darwinistas?

– Olha, antigamente, os mesmos que arrumavam explicação para os raios que caíam do céu faziam esta mesma pergunta: – Oh, então você, além de não saber explicar os raios, não acredita na fúria dos deuses?

O viajante da maionese é assim. Ele quer acreditar. Ele não aceita ficar sem explicação. Prefere qualquer explicação a não ter nenhuma. Por que é assim?

Eu não sei, mas já li muitas explicações para esse tipo de comportamento da raça humana, que são os maiores criadores de explicação do universo. Com certeza, darwinistas pensam que a mania humana de criar explicações na velocidade da luz deve estar em algum gene perdido no genoma – o gene da viagem na maionese.

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