Bolsa Rico: 1 trilhão em 2025

Neste vídeo você vai descobrir o custo que todos nós pagamos por ter o trono ocupado por viajante de uma maionese estragada. A mídia oculta de você a gravidade, a consequência para as finanças do país de presidente perdulário e mentiroso.

No vídeo anterior produzi um experimento mental, uma viagem na maionese ao passado, ao início do século, com o propósito de mostrar a você como estaríamos hoje caso, de lá para cá, o trono tivesse sido ocupado por presidente responsável, preocupado com o futuro do país ao invés de com o próprio futuro pessoal.

Você tomou conhecimento do descontrole com a despesa pública durante os dois primeiros mandatos de Lula, de 2003 a 2010, quando o Brasil passou por um raro período de prosperidade, quando a receita pública multiplicou por cinco. Você viu o sonho, como estaríamos hoje, com governos responsáveis. Vou resumir em dois gráficos.

A linha azul é da receita, que multiplicou por 5 entre 2003 e 2011. Os valores estão em bilhões de dólares.

A linha verde é da despesa simulada. Dobrei a despesa em 2003 e considerei um crescimento de 2% ao ano daí em diante.

Com despesa contida, ao longo do tempo, o crescimento da receita produziria o milagre de sobrar dinheiro. Sobraria muito dinheiro, em média US$ 130 bilhões por ano desde 2011. Agora vou mostrar a linha vermelha, que representa a despesa real, que ocorreu.

 

Observe que ela acompanhou a linha da receita. Por conta disso, não sobrou nada para abater a dívida pública e o Brasil não consegue nem mesmo pagar os juros. Isso é a bola de neve, crescendo a cada ano.

 

Vamos ver esta bola de neve, o caixa do país. A linha azul representa o caixa simulado. Observe que a partir de 2011 a dívida teria acabado se tivéssemos tido governos responsáveis. Hoje, ao invés de dívida, teríamos dinheiro em caixa, US$ 2 trilhões, dinheiro suficiente para transformar o Brasil em país desenvolvido.

Agora vou mostrar a realidade, o caixa permaneceu no vermelho, a dívida seguiu crescendo, cada vez mais. O país está muito perto de um colapso fiscal.

No início da minha carreira profissional, eu trabalhei mais de dez anos no mercado financeiro e depois fui estatizado, prosseguindo na área financeira, ao ingressar no Tesouro Nacional, onde trabalhei no setor da dívida pública. Isso faz mais de 30 anos. Sabe o que acho impressionante? É que hoje, mesmo com todo o avanço tecnológico, nada mudou na mecânica da dívida pública e dos juros que o governo paga.

Governo tem umas coisas estranhas. Ele aumenta os juros que ele próprio vai pagar. Aumenta o custo da dívida. Por quê? O motivo disso é teoria econômica superada, mas isso não importa, porque o poder econômico e o mercado financeiro estão totalmente embarcados nessa viagem na maionese de teoria econômica superada. O que importa é que a mecânica está toda baseada em uma palavra: EXPECTATIVA.

Os dirigentes de bancos e de grandes empresas acreditam que o governo merece ser castigado quando não faz o dever de casa, quando não controla despesas. Exigem juros mais altos para compensar o risco de seguir financiando o governo, comprando títulos, que o governo usa para cobrir o buraco nas contas, o buraco do déficit fiscal.

Esses juros beneficiam uma parcela bem pequena da população, os ricos. Por isso, chamo os juros de Bolsa Rico. No início deste ano, fiz um vídeo mostrando uma coisa que a mídia oculta de você: o Bolsa Rico consumiu 40% da receita de impostos em 2024, não é 20, nem 30, foram 40% da receita pública.

Quanto vamos pagar este ano de juros da dívida? Esta matéria da Folha do mês passado chuta que vai ser 1 trilhão de reais de juros este ano. A matéria bota a culpa nos gastos exagerados de Lula. Quanto é 1 trilhão? Isso equivalerá a pelo menos 45% da receita de impostos, talvez mais de 50%, um absurdo.

A mídia não divulga, porque pode causar revolta na população, que é quem paga a maior parte dos impostos que vão para o bolso dos ricos. No Brasil, estudos mostram que a maior parte da receita pública vem de impostos sobre consumo. Muitos pensam que bastaria uma decisão política para mudar este quadro, mas a questão é bem complexa. Outros países tentaram tributar os ricos e o resultado foi fuga de capitais. Dá para fazer, mas isso requer vida inteligente no trono, coisa que ainda não tivemos.

Por que o Brasil é recordista mundial de juros da dívida pública? Porque o governo tem credibilidade zero. As expectativas são as piores possíveis.

A imagem de governo perdulário não veio de uma narrativa da oposição, veio do passado, dos governos Lula 1 e 2, conforme mostrei. Já a imagem de mentiroso veio dele mesmo, de Lula, quando admitiu que mentiu de propósito em um evento em Paris, inventando números, aumentando o número de miseráveis. Político mente, mas ele se compraz de mentir. Demonstra orgulho de sua capacidade de enganar os outros. Gastador e mentiroso: um perfil que o mercado financeiro desconfia. E isso é natural.

A consequência sabe qual é? Um ambiente negativo, de expectativa ruim sobre o futuro, sobre o controle das contas públicas, o que justifica o castigo de juros maiores para seguir rolando a dívida pública. Só tem um detalhe: são esses juros altíssimos o principal fator de deterioração das contas públicas. Na lógica maionese do mercado, os juros estúpidos são consequência e não a causa do buraco.

Os ricos não querem saber. Eles vivem encastelados, à parte do Brasil. O poder econômico, os oligarcas, a viagem na maionese deles é assim:

– Ah, vocês aí do governo estão a fim de gastar adoidado? Então, primeiro, passa o meu pra cá. Queremos um pedaço da despesa para nós. Um pedação.

Em tese, em uma democracia, todas as despesas precisariam contar com autorização do Congresso Nacional. O Bolsa Rico não precisa de autorização. Os juros são decididos por uma turminha de meia dúzia lá no Banco Central, turminha que vem de onde? Não são servidores públicos, são lobos do mercado financeiro. Quando saírem do cargo vão retornar para a matilha, aliás para o mercado, para os bancos, que são os maiores e mais poderosos oligarcas do país, os que lucram mais com tudo isso.

O colapso das finanças públicas está a caminho. Só vamos ter alguma chance de escapar, se o Brasil cair fora do modelo econômico russo, que o Brasil segue há décadas, um modelo baseado no compadrio do governo com oligarcas, um modelo imitado da Rússia. Clique no quadradinho do vídeo que você vai entender.

A eleição do ano que vem precisa colocar vida inteligente no trono, alguém inatacável, com disposição e competência para enquadrar oligarcas, alguém com coragem para dar fim no modelo russo.

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