Brasil virou França, um país desenvolvido!

Na França, o fim da ditadura começou com a Queda da Bastilha. Por aqui, os enfants de la patrie, os patriotas… cordiais patriotas. Só na cabeça dos togados é que tentaram imitar os franceses, tentaram a Queda de Brasília.

Será que hoje poderíamos ser um país desenvolvido como a França, se no início do Século XXI os patriotas tivessem conseguido colocar no trono alguém normal, alguém que preenchesse os requisitos para o cargo?

Claro que sim! Vou provar isso para você, matematicamente. Vou provar que a lenda do Brasil, país do futuro, não era uma lenda. Vou usar uma técnica sabe de quem? De Einstein. Ele dizia que a imaginação é mais valiosa do que o conhecimento. Por quê? Porque permite atravessar fronteiras do que já se sabe.

Albert Einstein recorria à imaginação para criar experimentos mentais, que eram a sua principal arma para explorar o universo. Sua teoria da relatividade… sabe qual foi a origem? Aos 16 anos, ele imaginou que estava cavalgando um raio de luz no espaço sideral, com uma lanterna na mão. O que acontecerá com a luz, quando eu ligar a lanterna? Foi essa a pergunta que deu origem à Teoria da Relatividade. Pergunta que nasceu de uma viagem na maionese sideral do então garoto Einstein.

Neste vídeo, eu também vou produzir um experimento mental. Você vai precisar prestar a atenção na tela, porque vou construir uma planilha eletrônica com uma simulação. Tem que acompanhar o passo a passo, as hipóteses que vou adotar.

O ponto de partida da nossa viagem é o início deste século. Estamos em 2002. O Brasil conseguiu finalmente eleger presidentes normais, ao invés de viajantes da maionese sem noção. Presidentes competentes, com perfeita compreensão da realidade. Preocupados com o futuro do país, ao invés de preocupados apenas com o próprio futuro.

A planilha da simulação vai mostrar como estaríamos hoje. Vou usar dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional, esta planilha comprida, com dados em reais desde 1997. Eu converti tudo para dólar. Dólar todo mundo entende.

Estou mostrando dados reais de 2002 a 2004. Em 2002, último ano do Governo Fernando Henrique, o Brasil tinha uma receita de impostos de quase US$ 92 bilhões, gastou 81, sobrou 11, mas isso não deu para pagar os 14 bilhões de juros da dívida, que estava em US$ 160 bilhões. Deu déficit de 3,5 bilhões.

Agora vou construir a simulação de 2003 em diante. A coluna da Receita Pública, vou sempre manter o número real, que subiu para US$ 97 bilhões em 2003 e para US$ 121 bilhões em 2004. Vou mexer onde? Nas colunas da despesa e dos juros da dívida.

Os juros, vou considerar dólar mais 15%, incidentes sobre o saldo anterior da dívida pública, um juro bem salgado. A despesa foi de 84 bilhões em 2003, mas não quero esse número. Vou dobrar a despesa logo de início, porque estava muito represada. Os salários estavam muito baixos, muito contidos no governo FHC. Dobrar em dólar, isso teria deixado o funcionalismo bem satisfeito no início do primeiro governo Lula, diminuindo a voracidade deles por reajustes.

Vou seguir bonzinho com o funcionalismo, a partir de 2004, concedendo um crescimento vegetativo de dólar mais 2% ao ano para todas as despesas. Esse limite de crescimento da despesa de 2% foi proposto pelo Ministro Haddad em 2023, quando apresentou seu arcabouço fiscal. Seria uma medida excelente, mas chegou com atraso de 20 anos. Deveria ter sido adotada e cumprida a partir de 2003.

– Ah, Marco Polo, se você dobrar a despesa logo de cara, você vai gerar um déficit imenso nessa sua simulação.

Acertou, é isso mesmo. Compare e veja que o déficit real em 2003 e 2004 piorou bastante. Ficou muito negativo, aumentando o endividamento. A lógica é: produziu déficit, aumenta o endividamento, se der superávit, vai reduzindo a dívida.

Onde está o pulo do gato? Ora, se o aumento da despesa for contido em 2% e a receita crescer mais que isso, o país pode se dar bem. Até 2011, a receita de impostos multiplicou sabe por quanto? Por cinco. Isso em dólares. Você sabia disso?

A China já tinha decolado e estava crescendo a taxas incríveis. Aumentou as compras no mundo, o que fez subir os preços dos produtos exportados pelo Brasil, que passou por quase dez anos de intensa prosperidade, que cessou em 2012, após um ano de governo Dilma.

Vamos dar uma olhada na simulação até 2011. A receita chegou ao pico de quase US$ 500 bilhões, a despesa, mesmo dobrada em 2003 e crescendo a 2% ao ano, atingiu menos de US$ 200 bilhões, isso gerou resultados primários excepcionais, que permitiram zerar a dívida pública ao final de 2011. Olha que beleza!

Daí em diante, a receita despencou, caiu mais ainda no ano da pandemia, mas vem se recuperando e já chegou ao patamar de US$ 400 bilhões.

Vou mostrar agora o resultado da simulação. O resultado final deste experimento mental. Detalhe, em 2025, dobrei a receita, porque só tinha dado do 1º semestre.

O Brasil só teria resultado primário negativo no ano da pandemia, de tanto que a receita caiu. No entanto, de 2012 pra cá, teríamos acumulado superávits anuais em média de US$ 130 bilhões. É muito dinheiro. Em 14 anos, teríamos não só pago a dívida pública como também acumulado em caixa mais de US$ 2 trilhões. Você tem ideia do que é 2 trilhões de dólares?

É dinheiro suficiente para transformar o Brasil em país desenvolvido. Hospitais de primeira qualidade, ferrovias para atender à totalidade do transporte de cargas pesadas, portos modernos, microcomputadores para todos os alunos da rede pública, policiais bem equipados, milhares de estudantes enviados para as melhores universidades do mundo, enfim, dinheiro suficiente para fazer tudo que você conseguir imaginar, sonhar e ainda sobraria a metade do dinheiro.

O Brasil seria transformado em um polo de desenvolvimento industrial atraindo capitais produtivos, ao invés de dinheiro especulativo. É isso mesmo. Hoje a fonte de atratividade do Brasil são os juros absurdos que o governo paga aos ricos com dinheiro de impostos subtraídos sabe de quem? Dos pobres. É o Bolsa Rico. Tem um vídeo aqui sobre isso, dimensionando quanto é o Bolsa Rico.

Bem, fim da viagem na maionese. Acompanhe o que aconteceu na realidade com as linhas da receita e despesa, um filme de terror fiscal. O governo do PT sucumbiu a todos os grupos de pressão do funcionalismo, inchou a máquina pública, aumentou demais salários e despesas. Com isso, ganhou fama de governo perdulário, incapaz de conter gastos. Ainda por cima, favoreceu oligarcas com benefícios e isenções fiscais, que prejudicaram muito a receita pública.

Estamos caminhando para um desastre já no ano que vem, ao invés de ver concretizado o sonho de país do futuro, de vivermos em um país mais desenvolvido que a França.

O governo do PT foi o pior governo da história deste país, sabe por quê? Porque foi o único que teve as condições ideais para transformar o Brasil em país desenvolvido. Jogou fora a chance. Um governo condenado em todas as instâncias, mas que ressurgiu para nos atormentar novamente. Graças a quem?

– Contre nous de la tyrannie…

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