8 de Janeiro – Excessos do STF chegando ao fim?

Demorou, mas chegou a hora do fim dos excessos dos supremos. Hoje completam 3 anos da invasão dos poderes. Os excessos podem estar prestes a engatar marcha ré: para a anulação de um monte de injustiças cometidas por eles, algumas irreparáveis, como a morte do Clezão.

A derrocada dos supremos foi prevista, sabe quando? Ainda no final de 2023, um mês antes do primeiro aniversário do episódio da invasão, quando o nosso super-herói, aquele que posa de defensor da democracia, parecia superpoderoso, invulnerável, invencível; ele multava até mesmo Elon Musk, quando desobedecia a suas vontades. Quem previu que a derrota viria? Quem foi?

Foi o experiente Roberto Brant. Ele foi ministro, foi deputado federal por 5 mandatos consecutivos. Hoje com 83 anos, sem maiores pretensões, possui uma coluna reproduzida em vários jornais, inclusive no principal jornal da capital federal. Roberto Brant critica os: “…excessos constantes e generalizados do Poder Legislativo e da cúpula do Poder Judiciário.” Ele finalizou sua coluna de 02/12/2023 com um vaticínio, uma profecia.

– “É difícil, ou mesmo inútil, tentar prever o futuro. Uma coisa, no entanto, é certa: nenhum excesso dura para sempre.”

Na época, quem prestou atenção, quem levou a sério o que ele disse? Acho que só eu. Usei o que ele disse como título deste vídeo que publiquei logo depois, no 8 de janeiro de 2024.

Eu aprendi que é importante ouvir vozes experientes como a de Roberto Brant. Porém, as pessoas em geral… em geral têm a tendência de eternizar as coisas, de não acreditar naquilo que nunca viram. Vivem olhando para trás, para o passado. Acreditando na continuidade das coisas. Só que vivemos em tempos em que a única certeza é que a mudança virá.

Esse aqui, ó, Nassim Taleb, é um libanês que ficou rico na Bolsa de Valores de Nova Iorque olhando para a frente, para o imponderável, para acontecimentos inesperados, imprevisíveis e incontroláveis, que fogem ao cálculo e ao alcance da visão de humanos comuns, mas não da visão de um especialista em viagens na maionese como ele, que aprendeu a lucrar identificando… não o que vai ocorrer, mas a frequência com que o imponderável costuma ocorrer.

Ele não entende de balanços, não olha gráficos para identificar tendências, não dá atenção para análises sobre o desempenho passado de setores, nem de empresas. O que ele sabe? Qual o seu diferencial? Ele aposta nos cisnes negros. Vou dar um exemplo: todo mês ele compra opções out-of-the-money, que são muito baratas e geralmente, todo mês, ele perde 100% do que aplica. No entanto, quando o cisne negro resolve aparecer, essas opções explodem, gerando lucros colossais.

Os períodos em que Nassim Taleb fez a maior parte de sua fortuna foram o crash de 1987, a quebra da bolha pontocom em 2000 e a crise financeira de 2008 nos Estados Unidos que produziu para ele ganhos de centenas de milhões de dólares. Qualquer hora dessas faço um vídeo explicando como se ganha dinheiro operando derivativos, apostando no cisne negro. Me acompanhe.

Nassim Taleb não precisa mais trabalhar, hoje ele se diverte escrevendo livros, nenhum deles sobre suas certezas, mas sobre lidar com a incerteza: como enxergar cisnes negros antes deles aparecerem no seu futuro.

Este canal também está na mesma direção. Mostro aqui a importância de saber usar a viagem na maionese para imaginar o futuro, fazer isso sem usar o retrovisor. No retrovisor, você não vai conseguir enxergar nenhum cisne negro.

Maduro que o diga. Se tivesse aceito proposta para viver protegido na Bielo-Rússia, poderia estar gastando os bilhões de dólares que roubou do povo venezuelano. Mas… Ele nunca tinha visto o Cisne Negro, a Força Delta em ação. Acreditou que não existia. Resolveu dobrar a aposta. Foi imitar Trump com uma dancinha e agora pagará caro pelas certezas que mantinha.

Por falar em certezas, mesmo com toda a sua experiência, Roberto Brant, em seu artigo de 2023, não arriscou cogitar de onde viria a pancada que daria início ao fim dos excessos.

Poderia vir do Senado Federal, o órgão do impeachment. Poderia vir de poderosos como Donald Trump ou Elon Musk ou ainda de oligarcas brasileiros. Quem sabe de colegas, seres supremos até então omissos, mas agora incomodados com o nível dos excessos? Mas veio de onde ninguém imaginava. Das Organizações Globo, o Cisne Negro que até então nada publicava que pudesse incomodar o nosso super-herói.

A revelação do contrato de um deles com o Banco Master. A viagem de outro deles em jatinho de executivo do Banco Master. O Master é o Cisne Negro deles.

Olha, eu não sou experiente como Roberto Brant, mas vivo em Brasília há mais de 30 anos. Aos incrédulos da derrocada – eu conheço muitos – eu digo o que vi acontecer muitas vezes. A queda de um poderoso começa quando ele enfraquece. Os inimigos… e outros que não tinham coragem, começam a divulgar o que sabem. Os aliados sentem o clima e pulam fora ou mudam de lado, pressentindo que há mais Cisnes Negros emergindo no Lago Paranoá.

Ó, neste momento, não tenho dúvida de que estão tramando em segredo, reunindo apoios e discutindo alternativas para dar um fim definitivo nos excessos. O ambiente ficou maduro, maduro…

Agradeço seu comentário, especialmente se acrescentar informações novas!