Orgulhosamente, venho comunicar que a empresa integrante do Grupo deste Canal, a Viagens na Maionese Filmes Ltda., está negociando com os cinemas a exibição de seu primeiro longa-metragem, aguardando apenas a liberação pelo Departamento de Censura Federal aqui no Brasil. Se você não sabe, a censura voltou.
De que trata o filme? No Brasil de 2025, o povo passou a achar muito estranho o fim dos crimes de corrupção. O fim do crime de assalto a aposentado. Ninguém mais é condenado. Não há mais culpados. Então, resolveram inventar o crime de golpe de estado e escalaram um capitão para ser o culpado de tudo, para o povo ter a quem odiar. Qualquer coisa que acontece, ele é o culpado.
No filme “O Soldado Universal”, de 1992, o herói precisava encontrar e liquidar os inimigos do Estado, o que dava um trabalho danado. No Brasil, esse trabalho acabou, porque o Estado inventou: “O Culpado Universal”. Trata-se de um filme de ficção, uma viagem na maionese, onde nada é real, embora a história do filme seja baseada em fatos, porém são fatos inacreditáveis, impossíveis de entender se você está acostumado a viver em um país democrático, em uma democracia de verdade.
Estrelando, no papel principal, o ator Jair Messias Bolsonaro. Nosso herói faz o papel de “O Culpado Universal”. Ele enfrenta a perseguição dos homens de preto, um time composto por onze elementos de alta periculosidade, que costuma atuar monocraticamente quase todas as vezes, mas de vez em quando prefere fazer as coisas em turma.
Eles não têm piedade. Mandaram para o cárcere uma cabeleireira que ficou sem poder cuidar de seus dois filhinhos pequenos. Também fizeram o mesmo com Dona Fátima, uma idosa da cidade de Tubarão, Estado de Santa Catarina. Dona Fátima está com 68 anos, coitada.
Um dos homens de preto, aquele mais nervosinho, pegou o celular do nosso herói e abriu seu sigilos telefônico e bancário. Divulgou tudo. Tudo que achou que podia ser negativo para a imagem do nosso herói como político. Humilhou o nosso herói com prisão domiciliar onde ele é obrigado a usar tornozeleira eletrônica.
Ele foi proibido de se comunicar nas redes sociais, proibido até mesmo de receber a extrema unção, caso decida fazer a viagem sem volta, isso porque ele foi proibido de se comunicar com seu pastor evangélico pentecostal, um líder da Assembleia de Deus que foi proibido de rezar pela sua alma. Ainda por cima, também tomaram o celular deste pastor e divulgaram tudo o que tinha nele para prejudicar sua imagem como religioso.
Outro dia, este mesmo homem de preto mandou um jornal demitir um fotógrafo. O atrevido teve a ousadia de tirar uma foto dele estendendo o dedo, o dedo do meio, em um estádio de futebol, após ser vaiado pela torcida.
Os homens de preto queriam ser amados pelo povo. Três deles até sonhavam em ser presidente da república. Mas são odiados, vivem reclusos, não podem frequentar restaurantes e estádios de futebol sem ser execrados. Heróis e vilões sofrem neste longa-metragem, que é do gênero drama.
No final do filme, o homem de preto se mete com uma potência militar, os Estados Unidos. Ele manda mensagens pessoais a empresas americanas de redes sociais contendo ordens para calar seus inimigos nessas redes sociais, uma psicose estranha, parece que ele busca o martírio, vai de encontro a um conflito em que só pode perder.
A Viagens na Maionese Filmes já planeja um novo filme, só que mudando para o gênero ação. Este é o Lago Paranoá em Brasília. Ao fundo o setor bancário, com os prédios do Banco Central, Banco do Brasil e Banco de Brasília. O homem de preto não pode mais ter conta em nenhum deles. Na continuação da história, ocorrerá a reação das forças americanas. Um porta-aviões cruza o Lago Paranoá armado com a Lei Magnitsky. Olha ali na proa. O chefe da força-tarefa vai lá e pum! Ele vai estender a pena de morte financeira a todos aqueles que, depois de avisados, continuaram sacaneando o nosso herói e seus aliados.