O Pilar Gradualista da Teoria da Evolução assegura que os animais foram se transformando aos poucos, por meio de pequenas . Essa é a certeza dos darwinistas radicais.
Darwin dizia outra coisa. Ele cogitava que poderia haver outras formas de uma espécie dar origem a outra. Queixava-se que seus seguidores não queriam saber de procurar essas outras formas e adotaram como dogma o gradualismo e a seleção natural como único mecanismo da evolução.
Olha, com base no dogma, é dureza de explicar a origem dos mamíferos, mantendo intacto o pilar gradualista. Isso porque uma fêmea não pode ficar grávida aos poucos. Eu não consigo imaginar como um réptil, que põe ovos, se transforma aos poucos em um bicho cujos ovos são gestados dentro do próprio ventre.
Os darwinistas radicais conseguem explicar tudo. Eles são especialistas em inventar viagem na maionese e ficam satisfeitos mesmo com uma viagem altamente improvável, com probabilidades jogando contra. No entanto, mesmo os mais experientes, têm dificuldade de inventar uma viagem para explicar a transição de réptil para mamífero. A transição do ovo para a gravidez. Eles acharam uma explicação, não para a gravidez, mas uma evidência relacionada com o surgimento da placenta, aliás, para ser mais preciso, uma evidência da origem das células da placenta que ficam em contato com o útero.
O feto é um corpo estranho para a mãe, porque tem metade de seu genoma oriundo do pai. Assim, os anticorpos da mãe detectam o feto como um corpo estranho e o atacam. A gravidez requer uma proteção, algo como a placenta, que separa o feto do sistema imunológico da mãe.
Agora vamos à viagem na maionese.
Os cientistas estão acreditando que foi um vírus que modificou o DNA humano para que passasse a produzir placenta. Não ria. Não é piada. Se você botar no Google ‘placenta vírus evolution’ vai achar montes de artigos defendendo esta hipótese com seriedade. Fizeram até um vídeo para explicar como é a coisa que vou postar agora, olha só… (VÍDEO PLACENTA)
Não acredita? Agora vou mostrar uma matéria da revista Superinteressante, cujo título bem interessante eu copiei e usei neste meu vídeo: “Graças a um vírus, você não bota ovos”. Olha só… (SUPERINTERESSANTE)
O cientista sueco Erik Larsson, da Universidade de Uppsala, acredita que foi um retrovírus o responsável pelo desenvolvimento da placenta nos mamíferos. Pela teoria, houve um dia em que répteis que botavam ovos foram infectados pelo vírus e criaram uma placenta. Sem ela, o filhote não pode ser gestado dentro do organismo materno. “Isso só é possível porque a placenta resguarda o embrião contra o ataque das células de defesa que estão no sangue materno”, disse Larsson à revista. Esses genes do vírus, pedaços dele, passaram a fazer parte do genoma humano.
Cientistas japoneses da da Tokyo Medical and Dental University produziram vários trabalhos sobre o assunto. A data deste aqui é primeiro de abril, dia da mentira, mas há muitos outros.
Por que os cientistas cismaram com os vírus? Segundo matéria que li em revista científica chamada NOVA, as células na camada externa da placenta, aquela que fica em contato direto com o útero são as únicas que produzem sincitina, uma proteína quase idêntica a uma proteína produzida por vírus que faz o vírus se fundir com a parede da célula hospedeira. No genoma humano, os outros dois genes que ficam nas posições antes e depois daquele gene da sincitina, os genes GAG e POL, são genes lixo, não funcionais, não fazem nada. Assim, os cientistas deduziram que todo o resto do vírus que entrou no nosso DNA foi destruído no processo evolutivo, sobrando apenas o responsável pela produção de sincitina.
Suspeito que o artigo original da descoberta da sincitina é este aqui de 2000, publicado em uma das principais revistas científicas, a NATURE.
Essa história da sincitina parece aquela da piada dos gêmeos otimista e pessimista que contei no vídeo anterior. O gêmeo otimista ganhou de presente um saco de estrume e ficou eufórico acreditando que tinha ganho um cavalo. Os darwinistas radicais são assim otimistas. Eles acharam uma proteína na placenta muito parecida com a produzida por um vírus e usam na construção de uma viagem na maionese para fazer frente ao mistério da transformação de um réptil em um mamífero.
É natural. Antes eles não tinham nada. Agora tem um indício, para ser mais preciso, uma molécula de indício. Mas eles ficam eufóricos mesmo assim.
O réptil candidato a ancestral dos mamíferos é o cinodonte, nome que significa dente de cão. O bicho viveu há 160 milhões de anos, talvez mais. Ao longo de milhões de anos, muitos milhões, houve descendentes do cinodonte que desenvolveram características associadas aos mamíferos.
Possivelmente, o cinodonte deu origem ao nosso ancestral, o Eomaia Scansoria, um bichinho com 16 cm, que existiu há 125 milhões de anos e que colonizou as árvores para escapar dos vorazes répteis que dominavam o solo. Olha ele aí. (EOMALIA SCANSORIA)
Ele foi um sucesso evolutivo por ser discreto e cuidadoso. Foi encontrado um fóssil bem preservado na China. Ele é o mais antigo ancestral conhecido dos principais grupos de mamíferos que hoje dominam a Terra, incluindo o homem.
– Ah, Marco Polo, mas como é que você acha que surgiu a gravidez nos mamíferos?
Olha, eu não sei. Eu criei este canal para melhorar a qualidade das suas dúvidas. Não foi para aumentar esse monte de certezas que você carrega. Nos próximos vídeos, você vai tomar conhecimento de teorias alternativas à de Darwin para explicar como é que surgem novas espécies.