John Horgan – O Demolidor de Viagens na Maionese

John Horgan é jornalista de ciências. Seu currículo está em http://www.johnhorgan.org/:

  • John Horgan é jornalista científico e diretor do Center for Science Writings do Stevens Institute of Technology, Hoboken, Nova Jersey. Ex-redator sênior da Scientific American (1986-1997), ele também escreveu para o The New York Times, National Geographic, Time, Newsweek, The Washington Post, Slate e outras publicações. Ele escreve o blog “Cross-check” para a Scientific American e produz ” Mind-Body Problems ” para o talk show online Bloggingheads.tv. Ele tweeta como @horganism .
  • Seu artigo de outubro de 1993 na Scientific American , “The Death of Proof”, afirmava que a crescente complexidade da matemática, combinada com “provas de computador” e outros desenvolvimentos, estava minando os conceitos tradicionais de prova matemática. O artigo gerou “torrentes de uivos e reclamações” de matemáticos, de acordo com David Hoffman (um dos matemáticos que Horgan entrevistou para o artigo).
  • O livro de Horgan de 1996, The End of Science começa onde “The Death of Proof” termina : nele, Horgan argumenta que a ciência pura, definida como “a busca humana primordial para compreender o universo e nosso lugar nele”, pode estar chegando a um fim.
  • Horgan afirma que a ciência não alcançará insights sobre a natureza tão profundos quanto a evolução por seleção natural, a dupla hélice, o Big Bang, a teoria da relatividade ou a mecânica quântica.
  • No futuro, ele sugere, os cientistas irão refinar, estender e aplicar esse conhecimento pré-existente, mas não alcançarão mais grandes “revoluções ou revelações”.

Sua atividade por 11 anos como redator sênior da Scientific American (1986-1997) proporcionou contato com os mais notáveis cientistas em atividade, todos entrevistados por John Horgan, o que produziu a base de seu instigante livro, “O Fim da Ciência” de 1996, que devo ter lido no final do século passado.

Para mim, John Horgan tem a rara virtude de ter sido capaz de arriscar sua brilhante carreira de jornalista científico para priorizar o exercício de seu aguçado senso crítico da ciência, de questionador de seus limites e possibilidades reais. Poderia ter se contentado com o sucesso do cargo, bastando adotar a postura bajuladora de muitos de seus colegas. Mas ele optou por outro caminho, outra viagem. Ainda bem!

– Ah, Marco Polo, quer dizer que a ciência de ponta atual é feita de pura maionese? Você acha que John Horgan está certo?

– Eu acho perda de tempo ver a coisa binariamente, em certo ou errado. John Horgan é leitura obrigatória para quem deseja ampliar seu grau de discernimento sobre como a ciência funciona e, especialmente, como não funciona, bem como a diferença entre seus pioneiros do início do século XX e os que habitam seus ombros nos tempos atuais.

“Se vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.”

Isaac Newton, 1676


 

“Se vi mais longe, foi por comer muita maionese, assistindo Michio Kaku no universo paralelo do Discovery Channel.”

Viajante da Maionese, 2021

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