CERN, Super Acelerador de Prótons

Cern é a sigla do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, onde fica o LHC – Grande Colisor de Hádrons, o maior colisor de partículas do planeta, situado entre França e Suíça. Utiliza ímãs condutores dentro de túnel com 27 quilômetros de circunferência, enterrado a 80 metros abaixo da superfície.

O LHC acelera feixes de prótons a velocidades próximas à da luz em direções opostas, a fim de promover colisões de altíssimas energias, analisadas por diversos detectores.

Por isso, decidi que seria obrigatório falar do Cern no primeiro post sobre o tema Matéria.

As colisões produzem uma quantidade inimaginável de informação, que é o que sobra após um descarte imenso do que não interessa para o que se está investigando. Assim, você não descobre nada sem antes processar trilhões ao cubo de dados, procedendo a uma análise enviesada na maioria dos casos, porque é regulada para se encontrar apenas o que se está procurando.

É isso mesmo, é uma busca parecida com a do Piu-Piu, quando ele pressente a presença do Frajola e diz: “Eu acho que vi um gatinho”. Uma parte ínfima dos trilhões de colisões revela um número pequeno de casos que apresentam os desvios teóricos. Estes gatinhos são confirmados por meio da repetição da experiência até que a estatística possa inferir que a ciência encontrou o gatinho que buscava.

O experimento é feito para ser cego para o que não se está procurando. Por que tem que ser assim? Por que os detectores precisam ser regulados para investigar, por exemplo, níveis de energia situados em faixas estreitas, descartando o que estiver fora da faixa.

A ciência usa dois métodos o dedutivo e o indutivo. O primeiro parte da mente para explicar os fenômenos, como Einstein fazia. O segundo parte dos fenômenos, das medições e dados, para criar regras que expliquem o observado. O Cern parece usar os dois, o dedutivo, para guiar como fazer o experimento para encontrar o alvo da teoria, e o indutivo para interpretar o resultado produzido seja quando está ou não está de acordo com o previsto.

Marcelo Gleiser, nosso famoso físico produtor de séries científicas para a TV, diz que há um terceiro método fundamental para a descrição da natureza: “a imaginação, ou melhor, a intuição” (pág. 42 de seu livro “Retalhos Cósmicos”).

Aqui no Canal da Maionese você vai conhecer a importância do uso correto da imaginação e da intuição para servir como guia de vida. O sucesso em qualquer setor da vida depende muito de aprender a usar essas duas ferramentas, a imaginação e a intuição, temas que estarão sempre presentes aqui no Canal.

Abaixo, seguem alguns links e um vídeo para conhecer melhor o Cern.

 

https://indico.cern.ch/event/38208/contributions/1807668/attachments/761407/1044525/AnaHenriques_Detectores.pdf

https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-exatas-e-da-terra/maior-acelerador-de-particulas-do-mundo-passa-por-um-upgrade-o-que-vem-por-ai/

https://olhardigital.com.br/2020/06/22/ciencia-e-espaco/cern-vai-construir-acelerador-de-particulas-com-100-km-de-extensao/

Agradeço seu comentário, especialmente se acrescentar informações novas!