O que é Viagem na Maionese?

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Todo mundo viaja na maionese, inclusive eu. Viagem na maionese é acreditar em algo fora de esquadro. Este é o conceito usual e mais conhecido. O que pouca gente se dá conta é que foi com viagens na maionese que começaram as principais descobertas da ciência. Viajar na maionese é uma arte que poucos entendem o quanto é importante dominar. Vou recorrer a Einstein para explicar.

De que é feita a viagem na maionese? A de Einstein era feita de imaginação guiada, focada e controlada, que é diferente de fantasia. Einstein dizia que a imaginação é mais importante que o conhecimento. Ele sabia de que estava falando. A imaginação é o primeiro passo para o insight. O que é insight? O dicionário diz que é: clareza súbita na mente, no intelecto de um indivíduo; iluminação, estalo, luz.

Einstein teve um insight brilhante aos 16 anos que foi a base de toda a sua teoria da relatividade. Ele se imaginou cavalgando um raio de luz com uma lanterna na mão. A pergunta que ele se fez foi: o que vai acontecer com o raio de luz quando eu ligar a lanterna? Foi esta viagem na maionese a origem da teoria da relatividade.

Mas agora quero mostrar o contraste: Einstein viajando na maionese como uma pessoa comum. O gênio agindo como pessoa comum. O que ele fez de errado? Einstein simplesmente não acreditava no Big Bang, na expansão do universo, que era exatamente o que sugeriam suas equações originais. Insatisfeito, Einstein acrescentou às suas equações a constante cosmológica, um artifício para que as equações comportassem o modelo de universo que estava de acordo com suas crenças pessoais.

E essas crenças pessoais de Einstein, você sabe de onde vieram?  Eu sei. De lugar nenhum, e não tinham nada de científico. Meras crenças pessoais de Einstein, que era a mesma crença da maioria dos cientistas da época. Tem um post e vídeo sobre essa história aqui no canal.

Agora vou falar de viagens coletivas. Sim, viagens na maionese não são privativas de pessoas, podendo ser coletivas. Populações inteiras, ATÉ de nações cultas e civilizadas, também podem viajar na maionese e passar a acreditar até mesmo que a solução é exterminar em massa os inimigos da república. A mesma Alemanha que produziu um Einstein, também foi responsável por duas guerras mundiais, por atrocidades terríveis. Mas vamos deixar isso pra lá.

Se há viagens coletivas para o mal, também há para o bem. Vejam o caso dos textos sagrados, todos eles pregam o amor ao próximo. Bilhões de pessoas no mundo, são bilhões de pessoas que acreditam em textos sagrados, muitos dos quais ninguém sabe quando ou quem escreveu. Para complicar, até alguns séculos atrás, quase todo mundo era analfabeto, portanto, não havia meios de saber se os textos sofriam alterações quando eram copiados.

Você pode estar pensando, aliás, acreditando, que eu acho que há algo de errado em acreditar em textos sagrados. Mas não é isso não. Não mesmo. Só acho um pouco estranho o modo que Deus escolheu para dar o seu recado, por meio de intermediários humanos, sendo Ele um ser todo poderoso. Mas quem sou eu para questionar as viagens na maionese de Deus? Ele deve ter suas razões.

Eu acredito em uma verdade. As crenças pessoais são o motor das pessoas. Sem elas, a humanidade não teria avançado nada.

Aliás, será que a humanidade avançou grandes coisas? A ciência com certeza avançou muito. Política nem tanto, e Economia não avançou nada, conforme você também vai conferir aqui neste canal.

A política ainda está baseada nas ideias de quem? De quem? De um grego. Isso mesmo, de um grego viajante da maionese que viveu há 2 mil anos atrás e ficava falando em 3 poderes independentes.

E a Economia?  A Economia é pior. Na essência, segue os princípios inventados por um neoliberal, aliás, um neandertal. Isso mesmo. Foram os neandertais que inventaram o capitalismo há uns 400 mil anos atrás. Aliás, neandertais também eram alemães. Seus fósseis foram descobertos no vale de Neander, que fica na Alemanha.

Enfim, aqui vou abordar os dois tipos de viagens na maionese: a dos tolos, que é aquela composta por certezas, que a pessoas adquirem e costumam sequer saber de onde tiraram essas certezas; e a dos sábios, aqueles que souberam usar a imaginação como guia para ter insights e resolver problemas.

Infelizmente, 99,9% das pessoas gosta mesmo é de acreditar, acreditar… O sujeito comum é capaz de inventar explicações com a velocidade da luz e depois cria regras gerais. Assim, vai seguindo pela vida baseado em certezas que foi adquirindo. Já os sábios como Einstein tem resistência para acreditar sem pensar. Eles são movidos por dúvidas.

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