Quem é o campeão? O maior viajante da maionese de 2023? O vencedor foi fácil de escolher: os seres supremos. Difícil foi escolher qual foi a maior patacoada deles.
Quais foram as situações mais cotadas?
A que merecia estatueta do Oscar foi aquela encenação do 8 de janeiro. Chamar de terroristas um bando de viajantes da maionese vestidos de patriotas. Gente simples, oriunda de cidades do interior do país, que acreditaram em um monte de bobagens que recebiam no celular.
No mês passado, ocorreu o lançamento do terceiro livro sobre o STF do jornalista Felipe Recondo, onde ele fez revelações importantes para entender o que se passou. A mídia ignorou. Vou deixar para falar sobre isso exatamente em 8 de janeiro. Aguarde. Inscreva-se no canal para ser avisado. Isso se você quiser abandonar as certezas que carrega sobre o que de fato aconteceu.
Bem, vamos voltar às patacoadas mais cotadas.
Se for levar em conta o valor, um forte candidato seria a decisão favorecendo o Grupo JBS suspendendo a multa de dez bilhões que eles queriam pagar ao Brasil em acordo de reparação por suas… vamos dizer… trapalhadas. Daqui a pouco, nem isso eu vou poder falar mais.
Se for levar em conta o quesito vexame internacional, desses que revelam para o mundo que somos mesmo uma república de bananas, seria o presidente ter conseguido colocar no STF o seu advogado pessoal, praticamente sem resistência do Senado Federal, comprovando o que sempre falo aqui, que a nossa democracia é a democracia do compadrio.
De vexame internacional ainda tem o episódio em Roma, em que um brasileiro foi ameaçado e perseguido por um ministro do STF que esbarrou nele. Não sabemos, ainda, o que de fato aconteceu, porque as imagens foram fornecidas pela Itália, mas o ministro não quis liberar.
Se for levar em conta a extrapolação de competência, a atuação deles como agentes políticos, tem duas confissões públicas espontâneas, tipo delação premiada. Um deles disse em Paris, tendo como plateia empresários brasileiros e franceses, (em um sábado, 14.out.2023), que a eleição do presidente em 2022 se deveu a uma decisão da Corte, do STF.
Três meses antes, outro ministro subiu em um palanque em um congresso da União Nacional dos Estudantes em Brasília e fez um discurso inflamado como se fosse um político. O que ele disse: “… só ditadura cassa mandatos, só ditadura cria censura, só ditadura tem presos políticos…”. Pra completar, a declaração bombástica: “… nós derrotamos o bolsonarismo”.
Reparem o nós. Isso é que é o grave. Ele fala em nome da Corte. O grave não é a opinião pessoal deles. Em uma democracia, eles têm direito a se expressar do jeito que quiserem. Tem gente que acha um absurdo eles frequentarem ambientes com empresários com processos no STF ou agirem como políticos, subindo em palanques. Eu penso diferente. Acho positivo o que eles dizem na frente de todos. O que eu acho grave é o que fazem escondido. É o compadrio. É o que eles não falam, são os acordos de bastidores que ELES fazem e não ficamos sabendo.
Digo eles, porque passaram a atuar como um partido político que forma um bloco coeso. Quando um toma uma decisão monocrática totalmente absurda, os demais ficam quietos, não falam o que pensam. Isso é uma violação a um princípio básico da democracia. O princípio do conflito.
Por que temos 11 ministros do STF e não apenas 1. Por que temos quase 600 parlamentares? Eles estão lá para discordar, para evitar que um deles saia por aí fazendo patacoadas. Mas isso não acontece na democracia capenga que temos aqui, contaminada pelo compadrio, por acordos obscuros e por tenebrosas transações.