O pilar da seleção natural da Teoria de Darwin

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A teoria de Darwin é composta por um conjunto de hipóteses. A  principal delas é a hipótese do ancestral comum, ou seja, o homo sapiens foi formado por pequenas mutações no DNA que foram ocorrendo em seus ancestrais. Recuando no tempo, chega-se a um ancestral comum com os macacos, que deu origem a ambas as espécies. A hipótese do ancestral comum escandalizou os religiosos nos tempos de Darwin. Por isso, se consolidou com maior intensidade na mente das pessoas e até dos especialistas, a ponto de qualquer crítica à Teoria de Darwin ser considerada como uma crítica à hipótese do ancestral comum.

Neste vídeo, não toco nessa hipótese de ancestral comum. Vou falar somente da hipótese da seleção natural. Esta hipótese acredita no acaso como sendo a causa de pequenas mutações no DNA, quase todas prejudiciais ao organismo, mas algumas raras melhoram as chances de reprodução do animal em relação aos demais da mesma espécie. Transmitida aos descendentes, a pequena melhoria de aptidão causaria aumento gradual na sua disseminação entre os indivíduos da espécie. A modificação passaria a ser predominante depois de centenas ou milhares de gerações.

Quando essa hipótese foi formulada, nada se sabia sobre o DNA, nem tampouco como se dava a transferência de mutações para os descendentes. Quando se falava em mutações, só se tinha em mente o que se observava em cruzamentos de animais submetidos a seleção artificial, como pombos e cães. Nada que envolvesse maior complexidade. Hoje se sabe que a natureza é pródiga em complexidades difíceis de explicar.

O mecanismo das mutações casuais selecionadas pela natureza foi comprovado por meio de experiências. É um fato. Porém, o que foi comprovado foi algo mais simples, que se pode chamar de adaptação ao meio-ambiente.

Então, onde está o erro? O erro é considerar esta hipótese como sendo a única que explica todas as modificações nos organismos. Esse erro não foi cometido por Darwin, que cogitou a existência de OUTROS mecanismos, além da seleção natural, ainda desconhecidos. O erro foi cometido por quem? Pelos darwinistas modernos, que, ao invés de procurar esses outros mecanismos, viajaram na maionese da certeza e se fixaram na crença em uma regra geral de que a seleção natural explicava tudo.

– Ah, Marco Polo, então dá um exemplo aí de modificação que não pode ser explicada pela seleção natural.

Bem, já fiz um vídeo sobre a evolução da placenta, cujo título é “Graças a um vírus, você não bota ovos”, um mistério que os darwinistas não conseguem explicar e inventaram uma hipótese que parece piada, mas eles levam a sério porque neste caso estão encurralados sem respostas. Botaram a culpa em um vírus para explicar o surgimento repentino de algo que não pode ter surgido de forma gradual.

Ó, há muitos casos como a placenta em que houve não uma, nem duas modificações SIMULTÂNEAS, mas sim um monte delas. O olho, por exemplo, capta bilhões de fótons, mas só algumas centenas são utilizadas de fato pelo cérebro para a formação da imagem. Pouco se sabe sobre isso ainda. Mas se sabe que não é o olho que enxerga, mas sim o cérebro que faz um trabalho de interpretação a partir de uma fração mínima de inputs recebidos pelos olhos.

Para o olho evoluir, o cérebro precisa evoluir ao mesmo tempo. Cada pequena aptidão conquistada pode exigir dezenas, centenas ou milhares de acidentes no DNA, simultâneos.

– Ah, Marco Polo, que seja assim. Qual o problema? Basta o acidente ocorrer uma vez e ser repassado adiante.

O problema é que hoje se sabe que a reprodução sexuada só permite repassar para os descendentes metade do DNA. Assim, não adianta ocorrer um acidente altamente improvável em vários genes de um indivíduo, porque só a metade destes genes vai ser passada aos descendentes. Metade não funciona. Ou vai tudo, ou o acidente não passa para os descendentes.

A conclusão é simples. A seleção natural só pode fixar mutações em um ou dois genes. Não é capaz de explicar acidentes genéticos que precisam ocorrer em vários genes SIMULTANEAMENTE.

Uma outra descoberta da ciência foi uma espécie de xeque-mate para a seleção natural. Comentei sobre esta constatação em outro vídeo cujo título é “Darwin – O Ancestral Comum”.

Processos complexos, de difícil explicação, como o olho, não ocorreram só uma vez. Os moluscos, suas cem mil espécies, apresentam olhos em todas as fases evolutivas, desde as mais primitivas, até olhos bem melhores que os nossos, como o dos polvos um animal dos mais primitivos, com 500 milhões de anos, outro mistério. Isso significa que a evolução do olho é algo corriqueiro. Não foi resultado de um acidente bem raro, mas de alguma força que ocorreu em milhares de espécies, milhares de vezes. O que isso significa?

Significa que está havendo uma mudança radical nas crenças dos cientistas sobre o mistério da vida. Eles estão percebendo que a hipótese da seleção natural não é suficiente para explicar episódios de macroevolução, como é o caso da placenta. Estão começando a cogitar hipóteses até então consideradas esotéricas.

Vários dos mais eminentes cientistas passaram a afirmar que o universo está fervilhando de vida e, pelo menos parte dela, vida inteligente. O biólogo Christian de Duve foi ainda mais além, chamando a vida de uma “necessidade cósmica”.

Quem revela essas coisas não sou eu, mas Paul Davies, um físico ortodoxo e ateu. Fiz um vídeo, “A nova visão dos cientistas sobre a origem da vida”, para mostrar o que ele disse em seu livro “O Quinto Milagre”, um livro para leigos, que recomendo a todos que desejarem entender mais do assunto.

Ah, Marco Polo, mas então como é que ninguém fala nessas coisas nas escolas?

Ó, aí é que entra a viagem na maionese da ciência. Siga acompanhando o canal, inscreva-se e clique no sininho e em “Todos” para não perder os próximos vídeos. Até o final do ano, vou atender à sua curiosidade.

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