Censo das aves não bate com a teoria de Darwin

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A Teoria de Darwin parece correta em várias de suas hipóteses, como a do ancestral comum, partilhado por todos os organismos vivos. Mas há outras hipóteses que precisam de ajuda para explicar o mecanismo que proporciona a complexidade que a ciência constatou mesmo na mais simples bactéria, coisa que Darwin não podia ter noção em sua época.

Segundo zoólogos de renome, a eclosão de novas espécies necessita de pressões evolutivas que ocorrem em situações de estresse ambiental, que provocam dificuldade para a sobrevivência. Além disso, as mutações que surgem por acaso precisam se fixar na população, o que requer isolamento em grupo pequeno, sem contato com outros integrantes da espécie – coisa que é difícil de ocorrer com passarinhos, que não estão sujeito a barreiras naturais que surgem no ambiente.

Aves que voam tem bem menos estresse ambiental porque a capacidade de voar faz delas espécies bem-sucedidas na natureza. Se falta alimento, basta voar para onde tem. O pardal é onívoro, come de tudo, outra vantagem. A prole dos pássaros fica no alto, mais bem protegida do que a de espécies terrestres ou aquáticas.

Por conta dessas vantagens, pouco estresse ambiental e sem isolamento, seria de se esperar que as pressões evolutivas fossem fracas para os passarinhos. O resultado esperado pela Teoria de Darwin seria um número reduzido de espécies; poucas espécies, ocupando uma extensa área continental com bilhões de indivíduos.

No entanto, o que se vê na natureza é o oposto ao esperado. As 9.700 espécies conhecidas de pássaros são quase o dobro das espécies de mamíferos terrestres. A distribuição também não é a esperada. A maior parte das espécies são espécies raras, vivendo isoladas em habitats de nichos. População menor que 5 milhões é a realidade para 86% das espécies.

É bem pequeno o número de espécies que triunfaram em se expandir por extensos territórios. Há apenas 4 espécies de aves selvagens cujo número estimado supera a casa do bilhão. Você sabe qual é o pássaro mais abundante do planeta? É o pardal, com quase dois bilhões de indivíduos. Os três demais, acima do bilhão, são o estorninho, a gaivota e a andorinha. Outras espécies muito populosas não passam de 60, espécies com mais de cem milhões de aves.

Antes, de prosseguir, talvez seja melhor esclarecer de onde vieram esses números, já que você deve estar curioso sobre como é que alguém conseguiu contar os pássaros no mundo todo.

A façanha é uma realização de biólogos australianos da Universidade de Nova Gales do Sul, que fica na bela cidade de Sidney. O estudo cobriu 92% de todas as aves existentes na Terra. Tomei conhecimento deste estudo em uma matéria de uma única página na Scientific American de agosto de 2021 (Corey T. Callaghan, Shinichi Nakagawa e William K. Cornwell). Eles usaram os dados do aplicativo e-Bird, no qual pessoas de todo o mundo registram avistamentos de pássaros, inclusive em competições entre grupos de observadores.

Essas competições entre avistadores de pássaros são comuns nos EUA e Europa. Se quiser saber mais sobre o tema contagens de pássaros e sobre essas competições outra Scientific American de novembro de 2021 contém uma longa matéria sobre a mais prestigiosa das competições entre observadores de pássaros, que é realizada anualmente em Nova Jersey, nos EUA, onde as equipes passam 24 horas competindo. As campeãs registram avistamentos de um número ao redor de 200 espécies, de um total conhecido de 488 que vivem ou passam pela região.

O aplicativo E-bird tem mais de 700 mil usuários registrados que enviaram mais de 1 bilhão de avistamentos de pássaros em todo o mundo. Os cientistas, com base em um algoritmo em cima dos avistamentos, fizeram estimativas para 9.000 espécies e usaram, também, dados científicos existentes para as demais (724), que são espécies bem estudadas. O número total de aves selvagens foi estimado pelos cientistas australianos em 50 bilhões, mas pode ser 8 vezes maior, considerando a incerteza estatística. Olha a manchete de 2021.

A atividade de observar pássaros não é comum no Brasil, mas está crescendo. Se quiser saber mais, visite o site Wikiaves, onde encontrará o perfil de William Menq, um especialista em aves, um ornitólogo.

Ele criou o site científico Aves de Rapina do Brasil e tem um canal no Youtube, o Planeta Aves, que eu acompanho com muito interesse. Olha ele aí se apresentando.

Ele responde dúvidas dos ouvintes. Vou enviar este vídeo para ele, para ver o que ele diz. (Os links para as fontes do que eu cito estão no site maioneses.com)

A diversidade é algo espantoso nas espécies de aves, cada qual com suas cores e cantos exuberantes. Mais espantoso ainda é o comportamento das espécies. Há uma incrível variedade de comportamentos.

Acompanhe a dança dos estorninhos, são milhares de pássaros fazendo algo inexplicável por qualquer teoria. Também há muita coisa inexplicável na reprodução desses animais. Há pássaros que botam seus ovos para chocar em ninhos alheios.

Por falar em ninhos, talvez a construção dos ninhos seja a coisa mais difícil de explicar pela teoria de Darwin. São verdadeiras obras de engenharia usando diferentes materiais. Como é que um ninho surge aos poucos?

Eu fico admirado com a casa do João-de-Barro, que ele só usa por duas temporadas, segundo William Menq. Mas o mais difícil de explicar é como ele sabe construir a casa de barro. Nasceu sabendo. Como é que pode isso?

A crença dos darwinistas é a de que a explicação para tudo isso está nos genes, que produziriam um algoritmo no cérebro do passarinho. Isso não foi confirmado, nem pode ser, porque o conhecimento sobre os genes e sobre o cérebro ainda está engatinhando.

Mesmo assim, os darwinistas cultivam uma certeza enorme na Teoria de Darwin, certeza que requer ter muita fé. Eu acho que a minha fé não é suficiente para ter tanta certeza assim. Os darwinistas partilham de uma fé das mais fervorosas.

Sabe por que eu leio muito sobre biologia evolutiva? Porque é o campo da ciência mais repleto de viagens na maionese. Os darwinistas são campeões de arranjar explicações para tudo. Eles são campeões de certezas incontestáveis. Eu disse incontestáveis. Eles não toleram quem ouse desafiar suas crenças. Todas as convicções, quando chegam a esse nível de intolerância, possuem na sua origem uma viagem na maionese. Em breve, vou falar das possíveis razões dessa intolerância. Vou falar também dos principais argumentos de cientistas que contestam Darwin.

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