Roberto Brant – Quando não se sabe o que se está fazendo

Ligado à CNA, Roberto Brant foi deputado federal constituinte por Minas Gerais e ministro da previdência. Incomodado com o fato do Brasil não crescer há 40 anos, ele culpa o mau funcionamento das instituições pelo passado e pelo futuro medíocre a que o Brasil parece estar a caminho. Recentemente, passou a apontar também o problema da judicialização da política e, o oposto, a politização da Justiça. São os tribunais que muitas vezes estão com a palavra final em processos exclusivamente políticos, bem como procuradores e juízes entrando para a política depois de bater de frente com políticos.

Nesta semana, dia 14, na página 4 do Correio Braziliense, Roberto Brant publicou interessante artigo intitulado “Quando não se sabe o que se está fazendo”. Ele fala da política de alta dos juros do Banco Central Independente, coisa que já fiz vários vídeos.

Em um mundo que está vivendo tempos de inflação recorde, mesmo assim os EUA ainda vão elevar seus juros de 0,25% para 0,50%, assim como o Banco da Inglaterra. Na Europa do juro zero, não se fala em subir juros. Há cautela com juros em todos os países, menos no Brasil, que subiu os juros de 2% para quase 11%.

Aqui vamos permanecer com crescimento próximo de zero e, ainda, com um ônus adicional de expandir a dívida pública em 400 a 500 bilhões de reais, valor projetado da despesa com juros em 2022.

Roberto Brant não é adepto de teorias conspiratórias. Ele não vê má fé nisso. Acha apenas que as autoridades estão errando sem nenhum propósito maligno. Ele recorda de um artigo do economista Delfim Netto escrito em 2010, que falava do axioma de Brainard, que diz o seguinte:

– “Quando você não sabe bem o que está fazendo, faça bem devagar”

É exatamente o que fazem hoje todos os países e o que o nosso Banco Central não está fazendo. A política de pagar juros, sem necessidade, ressalto aqui esse sem necessidade de Roberto Brant… Vou repetir o que ele disse: A política de pagar juros, sem necessidade, está empobrecendo ainda mais o país e vai tornar a dívida pública insustentável.

Na essência, o artigo de Roberto Brant transmite a mesma mensagem dos meus vídeos mostrando que a viagem na maionese está na base da política monetária do Banco Central. Eles não sabem bem o que estão fazendo, mas seguem fazendo. Para as pessoas comuns é algo inacreditável o que está acontecendo. Governo criando despesa sem necessidade, prejudicando todo mundo para favorecer os que vivem de renda.

Paulo Guedes entrou no governo reclamando da despesa com os servidores públicos. Fez uma reforma da previdência que dizia ser para economizar 1 trilhão em dez anos. Pra quê? Agora sabemos para quê. Ele chegou ao seu último ano no poder e vai deixar o que de legado? Um gasto a mais de meio trilhão, o maior dos itens de despesa, e o pior de tudo sem necessidade…

Agradeço seu comentário, especialmente se acrescentar informações novas!