
Em 1979, ele ganhou o prêmio Nobel por unir duas das forças fundamentais da natureza, a força eletromagnética e a força fraca, um trabalho da maior importância, que se tornou a base do modelo padrão da física de partículas – teoria que descreve todas as partículas e forças fundamentais.
Li seu primeiro livro, “Os três primeiros minutos do universo”, de 1977, um clássico acessível a leigos, escrito com uma clareza espantosa, uma obra que despertou ainda mais o meu interesse na origem do universo e minha admiração por este físico teórico.
Após o Nobel, Weinberg passou a alimentar o sonho de dar um passo além, o mesmo sonho de Einstein e de Michio Kaku: encontrar a teoria de tudo, a unificação da relatividade com a mecânica quântica. Para dar este passo era necessário construir um acelerador de partículas gigantesco para atingir os níveis de energia requeridos para novas descobertas.
Steven Weinberg não podia conter seu entusiasmo quando, no início dos anos 90, foi iniciada a construção no Texas do SSC, o Super Collider Supercondutor – um acelerador de partículas com um anel de 85 km para alcançar energia de 20 TeV, cerca de 3 vezes a do LHC que depois foi construído na Europa. O projeto chegou a gastar 2 dos 8 bilhões de dólares previstos para sua conclusão.
Entretanto, em outubro de 1993, o Presidente Clinton lamentou ter que assinar o seu cancelamento, decretado pelo Congresso Americano, que retalhou o projeto com cortes orçamentários devido a seu alto custo.
O sonho de Steven Weinberg foi parar no título de seu livro, “Sonhos de uma Teoria Final”, lançado logo após a força dos cortes orçamentários ter destruído o brinquedo que lhe permitiria tentar a descoberta das descobertas.
Ele compareceu pessoalmente ao Congresso Americano para defender o projeto e explicar sua importância aos 535 nobres parlamentares, porém são raros aqueles com formação científica capazes de entender alguma coisa.
A resistência ao projeto por parte do Congresso Americano foi comentada no prólogo do livro, escrito um ano antes de seu lançamento. Ele poderia ter alterado, complementado, mas não mexeu neste prólogo. O assunto estava encerrado. Uma tristeza.