Mark Manson – O Filósofo Playboy

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O americano Mark Manson é um jovem playboy que virou filósofo. Ele escreveu um livro que entrou para a lista dos mais vendidos no mundo, superando a casa dos dez milhões de exemplares. Segundo ele mesmo, trata-se de um livro de autoajuda para quem detesta livros de autoajuda. Quem é Mark Manson? Ele é um Buda moderno. Só que um Buda ao contrário.

O Buda era rico, um príncipe no Nepal, que vivia no bem bom em seu palácio até que um dia resolveu largar tudo e fugir do palácio para conhecer o sofrimento humano. Mark Manson também largou tudo para trás, mas foi para curtir a vida adoidado, viajando muito. Ele conheceu 50 países, inclusive o Brasil. Aliás, ele resumiu a história do Buda em 2 páginas e meia com seu cáustico senso de humor.

Mark Manson escreve como se fosse uma conversa de bar. O livro é leitura obrigatória para todas as idades, especialmente para quem pretende aprender alguma coisa sobre a vida no seu tempo de vida.

Pena que os adolescentes parem de ler no capítulo 3. O título do capítulo 3 é “Você Não é Especial”.  Ele explica a arrogância humana, que funciona de dois jeitos:

a) Eu sou incrível e vocês são uns merdas, então mereço tratamento especial;

b) Eu sou um merda e vocês são incríveis, então mereço tratamento especial.

Parecem mentalidades opostas, mas por dentro é o mesmo recheio cremoso de egoísmo, segundo Mark Manson.

Sabe como os viajantes da maionese reagem ao título do livro? “A Sutil Arte de Ligar o Foda-se” costuma ser interpretado como se o objetivo de Mark Manson fosse atingir uma serena indiferença em relação a tudo, um estado de calmaria capaz de produzir pessoas que não se abalam com nada e não se submetem a ninguém.

Ele explica que não é por aí. Disse que há um nome para pessoas que não sentem nem veem significado em nada: psicopatas. Em seguida, ele se volta para ensinar porque, como e quando ligar o foda-se e mais, que o processo tem suas sutilezas, por isso é uma sutil arte, como está no título.

O capítulo que achei mais importante foi o 6, cujo título é Você está errado em tudo (eu também). Mark Manson olha para trás para sua própria vida e conclui que todas as certezas que ele alimentava há 5, 10 anos atrás, ele estava errado, muito errado.

Ele diz o seguinte: – Passei boa parte da vida equivocado em relação a mim mesmo, aos outros, à sociedade, à cultura, ao mundo, ao universo — a tudo. A certeza é a inimiga do crescimento. Em vez de tentarmos estar certos o tempo todo, que tal enxergar o oposto? Que tal aceitar que estamos errados o tempo todo? Porque estamos mesmo.

Este Canal da Maionese, seu propósito central é combater as certezas que o ser humano usa para construir suas viagens na maionese. Vivemos melhor quando desconfiamos que podemos estar errados, ao invés de seguir adiante com aquela autoconfiança típica de adolescentes.

Vou parar por aqui. O Canal da Maionese não é de autoajuda e eu não estou aqui para dar conselhos nem para você, nem para ninguém. Mas este jovem playboy filósofo não ficou rico à toa. Tenho certeza que ler Mark Manson pode te modificar para melhor e, quando a gente se modifica, a felicidade costuma bater na nossa porta.

O homem comum não aprende com seus erros, por isso sofre mais que o Buda. O esperto consegue aprender com seus próprios. Ah, mas tem o sábio, este aprende com os erros dos outros. Aprende-se mais rápido conhecendo a mensagem dos sábios, entre os quais está Mark Manson.

Agradeço seu comentário, especialmente se acrescentar informações novas!