Darwin, DNA, Proteínas – mutações ao acaso não podem explicar as proteínas

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Darwin não podia saber, em sua época, que não há nenhum processo natural formador de proteínas. Elas são os tijolos da vida, o material básico das células, moléculas imensas em tamanho e complexidade. Todas as proteínas que existem foram fabricadas por organismos vivos, que também são feitos delas. O software da fábrica de proteínas é o DNA, responsável pelo controle não só da produção, como do papel da proteína no teatro da vida. É uma molécula gigantesca. Desenrolado tem 2 metros de comprimento e está presente em cada uma das suas células. Sem DNA, não há proteínas. Sem proteínas, não há DNA. Quem surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?

O objetivo deste vídeo não é viajar na maionese, que é como se responde a esta pergunta do ovo e da galinha. Vou fazer o oposto. Aprofundar na realidade de fatos e dados pouco conhecidos sobre a complexidade da matéria viva e da não viva… um confronto entre minerais e proteínas.

A menor proteína tem 800 átomos. Uma proteína comum, de tamanho médio, pode ter mais de dez mil átomos. Em contraste, o mineral mais complexo encontrado na natureza tem só 400 átomos, a ewingita [fórmula: Mg₈Ca₈ (UO₂)24 (CO₃)30 O₄ (OH)₁₂ (H₂O)138]. Enquanto as proteínas são todas moléculas complexas, a maioria dos minerais é de moléculas simples, com poucos átomos.

Átomos começaram a existir no Big-Bang, que produziu apenas átomos de hidrogênio e hélio, mais um resquício de lítio. As estrelas, em sua fornalha de fusão nuclear, é que produziram todos os demais elementos e os lançaram no espaço sideral após explodirem, coisa que acontece no final de suas vidas.

Como é a abundância de elementos químicos no universo, no nosso planeta e no corpo humano? Há muitos ou poucos elementos dispersos por aí?

São poucos. Há concentração em poucos elementos químicos. Em quantidade de átomos, o universo é composto por 91% de hidrogênio, 9% de hélio e um percentual minúsculo dos demais elementos.

No nosso planeta, também há concentração em poucos elementos químicos. No mar, 99% é água, 1% demais elementos químicos. A crosta terrestre tem apenas 11 elementos com mais de 0,1% do número total de átomos. E o corpo humano?  Hidrogênio, Oxigênio e Carbono representam 98% do total de átomos.

Os átomos se combinam formando minerais. No planeta, existem menos de cinco mil minerais conhecidos, porém somente uns cem são aqueles mais comuns. Em termos de complexidade, nenhum mineral é comparável a uma proteína.

Muitos cientistas admitem que há muito mais complexidade contida em uma única célula do que no universo, no cosmos. Por que dizem isso? Uma única célula humana tem 3 mil proteínas diferentes.

Hoje, a ciência diz que a vida surgiu por acaso em um golpe de sorte. Se já é dureza de explicar o surgimento de uma única proteína por acaso, imagina explicar cem mil, imagina explicar o DNA que cria e controla as proteínas? Se explicar o tijolo já é complicado, imagina a fábrica?

Eu aposto como você nunca ouviu falar de como são baixas, ínfimas, as probabilidades do surgimento de proteínas por obra do acaso. Neste vídeo, você vai ter uma ideia do tamanho do problema.

Não dá para saber ao certo quantas proteínas diferentes existem – as estimativas variam entre alguns milhões e cem milhões. A coisa começa a ficar interessante quando se faz a pergunta: – Quantas proteínas podem existir?

As proteínas são feitas de cinco elementos químicos reunidos em 20 moléculas que a ciência chama de aminoácidos, cada qual contém de 9 a 20 átomos. Sabe quantas são as diferentes combinações possíveis destas 20 moléculas unidas em uma macromolécula com milhares de aminoácidos? É um número astronômico, parecido com o número de átomos do universo conhecido, você sabia?

O que estou tentando mostrar é que as proteínas funcionais, que servem para alguma coisa, embora sejam milhões as que existem, as que podem existir é um número tão grande, que é capaz de transformar milhões em um número pequeno, ínfimo.

Vamos ao Quora ver isso. O que é Quora? É um site de perguntas e respostas. Você faz perguntas e o mundo produz respostas.

Alguém fez uma pergunta bem difícil de deglutir, mesmo usando maionese. Vou traduzir para você o que está por trás dessa pergunta. Se as proteínas são moléculas cuja origem ocorreu por acaso, pelo método da tentativa e erro, qual seria a probabilidade de a vida gerar uma proteína funcional, ou seja, que serve para alguma coisa?

Como se faz este cálculo? Você confronta o número de moléculas de proteína existentes com o número de moléculas que podem existir. Quando se faz essa conta, é inevitável chegar à conclusão de que é altamente improvável a produção de uma única proteína funcional por acaso em uns poucos bilhões de anos de tentativas feitas por todos os organismos vivos.

Para piorar, sabemos que o improvável aconteceu com uma frequência inexplicável na natureza. Acidentes bem-sucedidos aconteceram de forma independente milhares de vezes, em milhares de organismos de espécies diferentes. Eu falo milhares, mas podem ter sido milhões ou bilhões de vezes, talvez mais, não há como saber.

Nem vou entrar na questão de como explicar para a proteína o que ela deve fazer, caso ela seja mesmo produzida por acaso. O software do DNA precisa instruir o organismo a serventia da proteína. Em qual órgão deve ser produzida, em qual circunstância, em que quantidade, onde se fixar, quando parar de produzir… enfim, hoje sabe-se que a mecânica da vida é complexa demais para suportar a ideia simplória de mutações casuais como único motor da formação de proteínas.

Mutações casuais existem e produzem efeitos observáveis quando se usa seleção artificial em animais. Mas não podem ser explicação única para tudo. Darwin sabia disso e cogitou que poderia haver outras explicações para o mecanismo que produz a evolução das espécies. Se Darwin tivesse o conhecimento atual, jamais acreditaria que uma proteína gigante, com milhares de aminoácidos, tivesse crescido gradualmente, sabendo que é astronômico o número de pequenos passos possíveis, enquanto os viáveis são ínfimos. Esse processo consumiria trilhões de anos.

No entanto, seus seguidores pensam diferente. Os darwinistas passaram a acreditar nas mutações casuais como o motor único da evolução. Não vou entrar em detalhes sobre as crenças deles, porque, como eu já disse no início, o objetivo deste vídeo não é viajar na maionese.

Só vou acrescentar que, quando a lógica os aperta, os darwinistas recorrem à deriva genética e até a vírus, mecanismos igualmente baseados no acaso, para explicar como surgem estruturas impossíveis de surgir por graduais mutações ao acaso. A placenta, por exemplo, exige mutações simultâneas em muitos genes. Neste canal, há um vídeo sobre a hipótese de vírus serem os responsáveis pelo surgimento da placenta em mamíferos. Se você gosta de viagem na maionese, esta é levada a sério por cientistas.

Olha, mesmo que ocorra um acidente improvável em muitos genes, hoje se sabe que não seriam transmitidos, porque só passa 50% de cada progenitor. E 50% de algo que funcionou, não funcionará.

– Ah, Marco Polo, mas se a explicação do mistério não for o acaso, nem for alguma explicação com base sobrenatural, qual a explicação que sobra para o surgimento de proteínas funcionais ser tão frequente?

Eu não sei. Este canal foi criado para combater as certezas, fomentar dúvidas. Só vou te dizer uma coisa. Se quiser seguir acreditando na ciência que aprendeu na escola, posso garantir uma coisa para você: – você é capaz de ter tanta fé, quanto tem um religioso.

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