Independência da máquina pública ameaçada por Trump

Esta notícia do NYT é de julho, mês em que os EUA comemoram sua independência. Justamente neste mês Donald Trump ameaçou a principal defesa do seu país contra presidentes viajantes da maionese. Sabe qual é? É a independência da máquina pública. Ela tem sido uma barreira contra o abuso de poder por parte de presidentes sem noção que o povo de vez em quando elege até mesmo nos Estados Unidos.

Em países civilizados, presidentes entram e saem interferindo pouca coisa na máquina pública, que funciona com base em princípios como o profissionalismo, a meritocracia e a impessoalidade. É essa a garantia do povo contra presidentes com tendência a viajar na maionese. Imagina entregar o botão vermelho, o botão da guerra nuclear para um presidente louco? Não é assim nos Estados Unidos. Se for eleito um doido, eles não deixam doido fazer o que bem entende.

Vou dar um exemplo. Aqui tem um vídeo onde mostro que Trump não demitiu Anthony Fauci, o médico que comandava a agência de doenças infecciosas, o responsável pela política de combate ao coronavírus. Ele estava no cargo há décadas, desde o governo Reagan, nos anos 80 e continuou com Joe Biden até se aposentar no fim do ano passado. Trump chamava Fauci de idiota, mas nada de demitir, nem interferir no seu trabalho.

Já nos países da América Latina, esses princípios que citei sequer são compreendidos, muito menos obedecidos. A máquina pública é facilmente aparelhada pelo rei. E aqui temos um agravante. Um agravante que torna as coisas mais difíceis de entender.

Nos países da América Latina, é comum o contraste de nível entre o rei e a máquina pública. É comum o povo eleger um rei completamente despreparado inclusive no aspecto moral. Já a máquina pública costuma ser composta por gente que passou por seleção rigorosa, que estudou e conhece os princípios da administração pública.

Portanto, seria de se imaginar que pessoas preparadas não se submeteriam a presidentes incapazes, movidos por sentimentos baixos, inclusive o de vingança contra adversários. Seria de se esperar que protestassem com vigor contra tentativas de aparelhamento da máquina pública. Seria de se esperar que denunciassem ordens sem sentido, comandos para cometer ilegalidades ou coisas piores.

Infelizmente, não é assim. Em países latino-americanos, a máquina pública acaba dominada por bajuladores do rei. Até mesmo integrantes de tribunais superiores cometem as maiores barbaridades para agradar ao rei. Tal como Trump, não se importam de emporcalhar suas biografias até mesmo no mês da independência do seu país.

Isso tem consequência nos negócios, na Economia. É por conta disso que a América Latina é uma coisinha de nada no PIB mundial.

O dinheiro evita fluir para países onde o ambiente não fornece segurança, principalmente jurídica. Dinheiro evita países onde oligarcas locais conseguem se proteger da concorrência para explorar o povo. Fiz vários vídeos mostrando a ação dos oligarcas no Brasil, que obedece a um modelo parecido com o modelo russo, um sistema baseado no compadrio dos oligarcas com o poder público.

Trump quer o quê? Transformar os EUA na bagunça que é a América Latina.

A notícia do NYTimes dá a entender que Trump deseja até mesmo se vingar de seus adversários políticos. Quer acabar com a independência do Departamento de Justiça americano, que é o Ministério da Justiça. Ele quer demolir o principal pilar da democracia americana, que é a justiça. Quer aparelhar o órgão para que cumpra suas ordens, para que esmague seus inimigos políticos.

Não existe ato antidemocrático pior do que usar a justiça para esmagar inimigos políticos. Essas coisas não acontecem nos Estados Unidos, nem em países civilizados, mas são comuns aonde? Na América Latina.

Ó, hoje em dia as nações precisam mais do que nunca se defender dos presidentes que elegem. Se você ainda não se deu conta, no século XXI, no mundo todo, a política foi dominada sabe por quem? Pelos viajantes da maionese. A democracia corre risco até nos Estados Unidos. Fiz três vídeos mostrando o tamanho desse risco, um deles com base em pesquisas com eleitores americanos. Todos os links que citei estão na descrição do vídeo.

A democracia precisa ser aperfeiçoada. Precisa de reformas para colocar no poder somente pessoas preparadas, honestas, dotadas das virtudes que todo mundo espera de candidato a ocupar cargos de poder. Ideias nessa direção não estão sendo sequer cogitadas. Isso não é bom.

Por onde começar? Podia começar com alguma medida para dar fim na polarização. Este canal tem proposta. Tem um vídeo com uma proposta: o voto de rejeição. Se fosse adotada, os partidos sequer indicariam Trump e Biden para concorrer nas próximas eleições, porque ambos seriam os mais rejeitados, não poderiam assumir o cargo, mesmo que fossem os mais votados.

O Youtube não permite pesquisas de vídeos no canal por palavra chave no celular. Isso só pode ser feito no computador. Usando as palavras-chave oligarca, democracia, vão aparecer todos os vídeos que mencionei. Os links seguem abaixo.

Trump x Antonhy Fauci:

Modelo Russo e Oligarcas:

Modelo russo na política brasileiras: https://youtu.be/E5FetqUGTTI

Oligarcas na petroquímica – Como o Brasil trocou o modelo chinês pelo russohttps://youtu.be/nT4MaRECQdI

Oligarcas na petroquímica – Como os conflitos entre oligarcas são resolvidos no modelo russo: https://youtu.be/8zGjEAzpkM8

Oligarcas na petroquímica – Como os conflitos entre oligarcas são resolvidos no modelo russo: https://youtu.be/8zGjEAzpkM8

Oligarcas do Brasil – Quem são? Como vivem? O que querem?: https://youtu.be/hLkoGBdNmgc Cazaquistão –

Tokayev x Oligarcas: https://youtu.be/Fy7G9cadj3M

Cazaquistão quer romper com o modelo russo: https://youtu.be/FMxztnRj-nU

Cazaquistão x Brasilistão – Enquanto um se liberta, o outro afunda com o modelo russo: https://youtu.be/mVXTi1cZDME

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