I – Metas de Inflação – A visão de um de seus principais defensores

Em país endividado, subir os juros da dívida pública para combater a inflação é o mesmo que usar veneno como remédio. O Brasil está fazendo isso, usando taxa de juros como se fosse tratamento precoce para brecar a inflação do ano que vem. Com uma dívida de R$ 5 trilhões, subir juros é remédio que pode levar o Brasil para o buraco. É hora de acender velas e começar a rezar para que o efeito do veneno deste tratamento precoce mate a inflação antes de matar o país.

No início deste mês, fiz um vídeo sobre essa coisa de subir juro, que é oriunda de uma política chamada Metas de Inflação. Um parceiro de tênis assistiu e reclamou:

– Ah, Marco Polo você foi parcial. Só mostrou opiniões de economistas que eram contra subir juros, inclusive um deles disse que o efeito poderia ser o contrário do esperado. Como é que fica essa sua conversa de que o canal tem como regra não emitir opinião, só postar fatos?

– Ah é, então tá. Vou atender esta sugestão. Agora, vou mostrar o contrário, somente quem é a favor de subir os juros. O objetivo do canal não é defender nem atacar nada, mas sim mostrar que as decisões de usar veneno como remédio podem estar sendo tomadas com base em viagem na maionese.

Neste Canal tem vídeo mostrando que até Einstein viajava na maionese, que é coisa que pode acontecer com gente preparada, que estudou muito. É um perigo esse tipo de gente muito preparada, coisa que você vai entender se continuar acompanhando os meus vídeos. Por falar em entender, só economista é capaz de entender essa viagem na maionese de juros com inflação. No Brasil, nenhum deles foi capaz explicar o que uma coisa tem a ver com a outra.

Consegui achar uma publicação de 2016 cujo propósito seria o de explicar, cujo título é “Metas de Inflação Funcionam?”. O autor, Leonardo Palhuca, fez mestrado na Alemanha. Ele acha que funciona sim, mas só fala de modelos, modelo tal, modelo qual. Aqui estão os links da PARTE 1 e PARTE 2, mas vou logo avisando que o artigo, além de não explicar nada, deixa dúvidas se a coisa funciona no Brasil, onde em 16 anos, só em 4 a inflação ficou comportada abaixo da meta.

No início deste mês, no dia 8, teve uma entrevista muito interessante no Canal Livre (Parte 1 e Parte 2), programa da Rede Bandeirantes, dirigido por Fernando Mitre, um profissional muito correto, uma lenda do jornalismo brasileiro. Ele entrevistou um economista brilhante, Samuel Pessoa, que é parecido comigo, pois também gosta de física.

Gosta tanto que, antes de começar a consumir a maionese da Economia, ele estudou Física. Não foi um curso que começou, desiludiu e parou no meio. Ele concluiu até o mestrado. É bacharel e mestre em física também pela USP! Na entrevista ao Canal Livre, ele falou que já era fã do Fernando Mitre, quando ainda era estudante de física. Um físico deve explicar as coisas melhor que um economista e um físico-economista deve explicar melhor ainda.

Samuel Pessoa é ferrenho defensor desta política de metas de inflação e da subida dos juros, coisa que ele tentou explicar em uma hora de entrevista. Eu vou mostrar como foi e você julga se ele conseguiu.

No próximo vídeo, você vai ver a dificuldade que é saber quando essa política de tratamento precoce começa a fazer efeito. Vai ver também quais países adotaram essa cloroquina para combater a volta da epidemia da inflação, um fenômeno mundial.

Links para a entrevista do Samuel Pessoa ao Canal Livre. O tema “subida dos juros” está concentrado em 10 minutos na parte 1, do minuto 29 ao 40:

– parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=-4f4u8dkQwI

– parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=SUy_xLG3zQ8

Agradeço seu comentário, especialmente se acrescentar informações novas!