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FAQ

O que é Viajar na Maionese?

Viajante da maionese é aquele que produz especulações ou lógica própria para defender teses não convencionais, que extrapolam ou se distanciam das crenças predominantes. Existem em duas versões:

a) Racional: todo grande cientista tem sua fase de viajante da maionese, que se encerra quando ele prova ou convence a todos que sua tese está correta. A viagem termina neste momento.

b) Irracional: todo grande tolo viaja na maionese quando propaga suas certezas, formadas a partir de falácias ou de deformações da realidade. A viagem é duradoura.

Os sábios acumulam dúvidas, os tolos acumulam certezas.

Atribui-se ao filósofo inglês Bertrand Russel o mérito de popularizar a Filosofia, até então, restrita a círculos fechados da elite cultural. Com sutil inteligência, Russell disse algo parecido: “Todo o problema do mundo é que os estúpidos estão cheios de certezas e as pessoas mais inteligentes estão cheias de dúvidas”. Bertrand Russel (1872-1970)

Por que o foi criado o Canal da Maionese?

Antes de responder, quero deixar claro que o propósito do canal NÃO é convencer ninguém de nada. Ao contrário, pretendo fomentar saudáveis dúvidas em um mundo cada vez mais poluído de certezas. O canal foi criado durante a pandemia como passatempo após a minha aposentadoria.

Os temas preferenciais serão os controversos, abrangendo áreas de conhecimento diversificadas, como foram as minhas leituras durante décadas, sempre sobre os mistérios do universo, da matéria, da vida, da mente e, também, filosofia e temas da atualidade política e econômica. 

Quais são as pessoas alvo buscadas pelo Canal da Maionese?

Poucas. Acredito que pessoas curiosas de mente aberta. Lamento que não haja um número grande delas, talvez uma em mil. No Brasil, seriam 200 mil. Destes, espero que 1% tome conhecimento da existência do canal, ou seja, 2 mil. Vou me esforçar para que estes 2 mil inscrevam-se e se tornem visitantes frequentes.

O Canal da Maionese é uma brincadeira ou coisa séria?

É um pouco brincadeira, mas é coisa séria também. Aqui você vai descobrir como as viagens na maionese foram importantes para cientistas como Einstein, que atribuía ao uso da imaginação uma importância superior à do conhecimento.

Nassim Taleb ficou rico operando derivativos na bolsa americana, porque prestou atenção em cisnes negros viajando na maionese, ignorando teorias que renderam o Prêmio Nobel de Economia a Myron Scholes e Robert Merton, que as aplicaram no fundo LTCM – Long Term Capital Management, que quebrou em 1998, em seu quarto ano de existência.

O competente e respeitado jornalista John Horgan, editor de Scientific American por dez anos, provocou a ira dos maiores cientistas do planeta, incluindo físicos e cosmólogos, porque foi capaz de identificar maionese escorrendo de suas teorias.

Em 2016, o playboy filósofo Mark Manson, aos 32 anos, concluiu seu primeiro best-seller, “A Sutil Arte de Ligar o F*da-se”, que, desde 2018, ocupa os 5 primeiros lugares entre os mais vendidos no Brasil.  De que fala o livro? Do que ele aprendeu com viagens na maionese, sejam as próprias ou as de pessoas que observou.

O que essas pessoas possuem em comum? Capacidade de discernimento superior? Todos eles enxergaram o óbvio. O problema é que antes deles, ninguém viu do jeito que eles viram.

De que vive o criador do Canal da Maionese?

Meu nome é Marco Polo Rios Simões, tenho 63 anos, sou carioca e moro em Brasília. Economista formado pela UFRJ em 1979, trabalhei 14 anos no mercado de capitais no Rio de Janeiro até o Presidente Collor assumir o governo e confiscar o dinheiro de todo mundo em março de 1990 – a matéria-prima com a qual eu trabalhava. Demitido, entendi que o governo era um oponente que eu não podia vencer.

Quando não se pode vencer o inimigo, o melhor é aderir. Foi o que eu fiz. Resolvi que era melhor me estatizar. Passei em concurso para o Tesouro Nacional e vim para Brasília trabalhar para Collor. Depois de seu impeachment, migrei para o Tribunal de Contas da União, onde aposentei ao final de 2018, depois de muitas peripécias, tendo trabalhado por sete anos no Congresso Nacional em 6 Comissões Parlamentares de Inquérito, as CPIs.

É economista, mas fala de cosmologia, genética, física? Como é isso?

Leitor voraz desde criança, meu interesse voltou-se para os mistérios do universo, da vida e da consciência, tendo lido grande quantidade de livros e revistas sobre estes temas. Li muito pouco sobre economia, área que bem cedo percebi se tratar de uma viagem na maionese com a qual não valia à pena gastar tempo.

Como se diverte o Viajante da Maionese em suas horas de lazer?

Gosto de praia, embora more distante dela. Frequento clubes onde pratico 4 esportes com raquetes: tênis, beach tênis, padle tennis e o frescobol. Nado regularmente, onde fico imaginando que estou no mar. Aos domingos, no parque da cidade e no eixo central, perco a noção do tempo andando de bicicleta. Embora não jogue mais, gosto muito de xadrez, esporte que pratiquei por mais de 20 anos e cheguei ganhar um torneio nacional na modalidade epistolar, a VI Taça Brasil.

Dedico duas horas por semana a assistir palestras da escola de filosofia Nova Acrópole, que frequento desde 2015. Quando entrei, não fazia ideia da importância do passo que estava dando no caminho da sabedoria. A entidade é um mundo maior do que eu podia supor. Eles ensinam filosofia na prática, priorizando USAR o conhecimento na vida prática e não o conhecimento por si só. Sou grato à Nova Acrópole por tudo que aprendi. 

O Viajante da Maionese é filiado a partido político?

Embora tenha trabalhado por uns sete anos no Congresso Nacional, sempre para a oposição ao governo, nunca fui, não sou e não serei filiado ou ligado a partidos políticos ou a parlamentares.

Creio que, em todo o mundo, política e economia seguem sistemas obsoletos, incompatíveis com a tecnologia do século XXI e incapazes de atender ao que a humanidade precisa: ser conduzida por pessoas dotadas de sabedoria, amor ao próximo e vontade de servir.

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Livros são ótimos para desenvolver a imaginação

“Todo o problema do mundo é que os estúpidos estão cheios de certezas e as pessoas mais inteligentes estão cheias de dúvidas”. Bertrand Russel (1872-1970)