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A terceira chance do Brasil

Ninguém acreditava que o domínio do Irã pelos aiatolás fosse acabar. Menos ainda que isso fosse acontecer de forma bombástica, em apenas um dia, afinal o regime político do Irã estava dominado há décadas pelos aiatolás, assim como o regime político do Brasil está dominado pelos tayayás. Quem vai nos livrar deles? Você acredita que isso vai acontecer?

Sabe o motivo da dificuldade enorme de acreditar em mudanças? O ser humano, é da sua natureza se guiar pelo passado, pelo que conhece. Einstein dizia o seguinte: aquilo que o ser humano desconhece não existe para ele. É uma frase de significado mais profundo do que parece. Explica muitas coisas. Por exemplo, explica por que o ser humano toma remédio para resfriado.

Resfriado é provocado por vírus… não tem nenhum remédio que cure. É o que diz a ciência. O ser humano não aceita, porque nunca viu um vírus, mas ele vê a pílula do remédio. Ele toma remédio, o tempo passa, ele acaba curado e passa a acreditar que o responsável pela cura foi o remédio. Não foi. Foi o tempo. Poucos aceitam, mas a verdade é que o tempo é o remédio responsável pela cura de 90% das doenças. O remédio… a pessoa toma, engole, acredita que vai funcionar. O tempo… é para gênios como Einstein, não para viajantes da maionese, que preferem colecionar certezas.

Por falar em certezas, a missão deste canal é combater as certezas, menos a única certeza que podemos carregar, sabe qual é? É a certeza de que a vida é feita de mudança que o tempo traz.

Uma parcela da população não só tolerou, como idolatrou os tayayás, acreditando que eles seriam o remédio contra um resfriado que nem existia, provocado por um golpe, um golpe de vento. Passou o tempo, apareceu o Tagliaferro revelando que o vírus do resfriado tinha no DNA os genes sabe de quê? Genes da criatividade, 129 milhões de genes.

Há pouco mais de dois anos, o experiente político Roberto Brant lançou uma profecia. Ele disse que o tempo ia trazer a cura para os excessos do Judiciário. Assim como os resfriados têm um tempo de duração, os excessos também chegariam ao fim. Ninguém deu bola. Ninguém acreditou.

Em janeiro deste ano, acho que no dia 11, ficamos sabendo do Tayayá. O escandaloso envolvimento de outro ministro do STF que recebeu muito dinheiro do esquema do Banco Master. Uns três dias antes, no dia 8 de janeiro, fiz questão de publicar um vídeo lembrando da profecia de Roberto Brant. Disse umas coisas que ninguém deu bola, ninguém acreditou:

– “Demorou, mas chegou a hora do fim dos excessos dos supremos.”

– “Aos incrédulos da derrocada – eu conheço muitos – eu digo o que vi acontecer muitas vezes. A queda de um poderoso começa quando ele enfraquece. Os inimigos… e outros que não tinham coragem, começam a divulgar o que sabem. Os aliados sentem o clima e pulam fora ou mudam de lado, pressentindo que há mais Cisnes Negros emergindo no Lago Paranoá.”

Por aqui, graças a Vorcaro, já existe gente acreditando que haverá mudanças. O ambiente ficou maduro. Aliás, Maduro foi outro que ninguém acreditava que iria sair de cena.

O celular de Vorcaro revelou que ele se gabava para a namorada de ter patrocinado um fórum em Londres, regado a whisky caríssimo, onde estavam nada menos que o Diretor-Geral da Polícia Federal, o Procurador-Geral, o Ministro da Justiça e três ministros de tribunais superiores.

A folha de pagamentos do Vorcaro incluía a cúpula do judiciário, funcionários-chave do Banco Central, parlamentares, jornalistas… Quando ele delatar, vai ficar claro para todos que as principais instituições do Brasil estão comprometidas.

O Brasil está tendo a terceira chance de entender que seu sistema político necessita de reformas estruturais para as instituições voltarem a funcionar na direção correta.

A primeira chance foi no mensalão. Na época, o partido político forte era o PSDB que decidiu fazer uma reunião no Senado Federal, cujo propósito era discutir um basta, punir os responsáveis de forma exemplar. Ouvi de alguém o que se passou nesta reunião. Eu sei alguma coisa, porque um ano depois da reunião eu passei a trabalhar nesta mesma sala onde houve a reunião. O Senador Alvaro Dias votou por cortar o mal pela raiz. Quem foi contra? Fernando Henrique Cardoso. O motivo? Na época, diziam que ele achava bonito ser sucedido por um operário. Eu acho que o motivo foi outro. Enfim, ele venceu e o Brasil perdeu a primeira chance.

A segunda chance foi o Petrolão. Estava indo bem. A Lava-Jato estava promovendo uma limpeza no país, com o apoio do Supremo, que homologava tudo. De repente, o Supremo inverteu a rota. Ficou contra a Lava-Jato e começou a cometer excessos. O Brasil perdeu a segunda chance, o culpado foi o Supremo.

Agora o Vorcaro está oferecendo a terceira chance do Brasil de mudar.

O Brasil não vai consertar substituindo peças podres. Precisa mais. Precisa mudar a forma de selecionar quem manda no país. Mudar o poder é muito difícil. Quem conseguiu? A China conseguiu. Neste canal há três vídeos mostrando como a China se livrou dos comunistas sem noção, colocou para mandar engenheiros e se transformou na segunda potência mundial em apenas 25 anos.

No politburo da China só são nomeados dirigentes de empresas bem-sucedidas, que estão vencendo a concorrência com o Ocidente. Gente competente, com formação na área de tecnologia avançada. Não entra advogado, povo de humanas, nem muito menos políticos profissionais. O Xi Jinping foi escolhido presidente sabe por quê? Era um cara apagado, que chamou a atenção por ter combatido a corrupção na província que governava.

No Brasil, o vírus da corrupção contaminou o poder de tal forma, que nada acontece mesmo quando há evidências suficientes para espancar as dúvidas.

O atual presidente do Supremo, se continuar omisso, tentando o remédio ridículo do código de ética, vai acabar ganhando o prêmio deste canal de Viajante da Maionese de 2026.

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