Não deveria ser assim, mas é. A vontade de um único líder como Vladimir Putin ainda é capaz de ordenar que as forças militares de seu país marchem na direção de uma guerra contra povos irmãos. A origem do povo russo está na Ucrânia, em sua capital Kiev, onde surgiu o povo Rus no século IX, descendentes de escandinavos, também conhecidos como Os Rus de Kiev. Os atuais russos não gostam dessa origem por estar associada a povos bárbaros.
Porém, uma prova da mentalidade de bárbaros dos russos está aqui atrás – a bela Catedral de Santa Sofia em Kiev, construída há mil anos, séculos antes de existir Moscou. Nos anos 30, a política antirreligiosa da União Soviética traçou um plano para demolir a catedral. Mas, houve forte reação mundial, uma indignação generalizada, que fez os russos voltarem atrás nessa decisão típica de povos bárbaros.
Bárbaro mesmo é iniciar uma guerra injustificável de consequências imprevisíveis, considerando o poderio nuclear russo. O que explica uma ausência de humanidade desta magnitude em pleno século XXI?
A 5ª Lei da Viagem da Maionese pode ser que explique. Está no site. É aplicável a seres primitivos como o nosso presidente que mostrou ter muita afinidade com Vladimir Putin nesta 5ª Lei, que diz o seguinte:
– O tempo é encolhido. O Viajante da Maionese julga a todos e a tudo em todas as épocas, como se o tempo não produzisse mudanças;
Vou explicar. O cérebro de pessoas como Putin e Bolsonaro estacionaram no tempo da guerra fria. A viagem na maionese deles envolve enxergar ameaças e inimigos para onde quer que olhem. As décadas passam e dentro da cabeça deles tudo continua a mesma coisa: um mundo podre, forjado em interesses econômicos e objetivos militares, onde não há espaço para evolução moral.
Há muita gente assim. Muita gente que traumatiza ao crescer e perceber que o mundo não é o conto de fadas que a TV mostrava. O trauma, há traumas de vários tipos, o trauma é capaz de fixar imagens negativas e o viajante da maionese deixa de ter discernimento para perceber as mudanças que estão ocorrendo no mundo, atualmente em velocidade nunca antes vista. Hoje, por exemplo, é improvável que uma potência como os EUA envie tropas para morrer em nome seja lá do que for, como foi no Vietnã. Algo vem mudando no nível de consciência do mundo.
Houve viajantes da maionese como o Mahatma Ghandi, educado à luz da sabedoria milenar da Índia, que foi uma pessoa capaz de mostrar que guerra é incompatível com a essência humana. Usando a não violência como paradigma, ele provocou um choque na primitiva visão de mundo dos ingleses que tentavam dominar a Índia pela força bruta.
O Mahatma Ghandi arriscou sua vida inúmeras vezes. Foi preso diversas vezes, combatia com greves de fome, sem jamais abrir mão de suas convicções. Ele venceu. Conseguiu libertar a Índia em 1947. Enquanto Putin mantem seu cérebro aprisionado em um passado de trevas, o Mahatma Gandhi tinha um cérebro de muita luz, evoluído demais para seu tempo.
Em outro contraste com Putin, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, era, até pouco tempo atrás, um humorista que satirizava a corrupção e a má administração na Ucrânia ao interpretar o então presidente ucraniano em uma popular série de televisão: “O Servo do Povo”.
Eleito presidente em 2019, a viagem na maionese de Zelenski é conseguir transformar a Ucrânia em um país da comunidade europeia, membro da OTAN, garantindo proteção militar contra a invasão da Rússia. Mas ele não conseguiu.
Os europeus não embarcaram nesta viagem na maionese, que implicaria no risco de uma guerra contra um país com forças nucleares, liderado por um cérebro do mal, uma pessoa sabidamente preparada para cometer atos na direção da destruição da humanidade.
Os europeus e americanos estão discutindo a aplicação de sanções econômicas nunca vistas antes, que podem arruinar o ambiente interno na Rússia, jogando seus principais empresários e a população contra Putin na direção de forçar sua retirada do comando do país.
Sem o apoio que desejava da Europa, Zelensky errou. Ele não deveria ter optado por incitar os ucranianos a pegar em armas e embarcar em uma estratégia suicida, contra um inimigo muito mais poderoso e sanguinário, uma resistência que apenas esticaria o tempo da derrota, aumentaria o ódio, a destruição e as mortes. Seria melhor deixar as tropas russas entrarem sem resistência. Nesse meio tempo, as sanções econômicas deverão forçar a Rússia a negociar, evitando derramamento de sangue, inclusive o dele mesmo.
O Mahatma Gandhi ensinou ao mundo o valor da estratégia de não violência, que é compreendida por quem aprendeu a ter uma visão de vida baseada no amor e não no ódio. Vladimir Putin é movido por instintos típicos de animais, ainda não evoluiu, não se humanizou.

Olhe aqui para esta catedral. Contemplando sua beleza verde e amarela parece impossível imaginar que quase foi destruída por uma viagem na maionese baseada na intolerância religiosa. Os habitantes de Kiev acreditam que a sobrevivência da cidade está ligada à desta catedral. Vamos esperar que o rigor nunca visto das sanções econômicas forcem negociações que cessem a guerra, evitando mais danos e mortes sem necessidade.
Hoje, 2 de março de 2022, a Ucrânia implorou à Rússia para que não destrua a Catedral de Santa Sofia:

