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O General Milley defendeu os EUA de seu presidente instável e errático

Livro revela: General pode ter salvo a democracia americana ameaçada pelo presidente instável e errático. Os americanos não chamam seu presidente de louco, mesmo que seja. Por lá, quem chega à presidência adquire o direito à uma certa liturgia. Assim, eles usam adjetivos elegantes, como instável, errático…

Quem escreveu o livro? O autor é Bob Woodward, atualmente editor assistente do “The Washington Post”. Ele ficou famoso nos anos 70 quando era repórter investigativo do mesmo jornal. Ele e seu parceiro Carl Bernstein conseguiram decifrar o escândalo Watergate, que levou à renúncia o Presidente Richard Nixon.

Quem é o tal general que está no livro? O discreto Mark Milley, nada menos que o  Chefe do Estado-Maior. Ele apareceu na TV quando acompanhou o presidente em fotos na Igreja de St. John durante os protestos raciais pelo assassinato de George Floyd, aparentou ser um general escolhido a dedo por Trump. Porém, depois, o general foi para a TV explicar e admitir publicamente que foi induzido a cometer este erro, que achava errado general se misturar com política. Milley é um general típico desses que a gente vê em filmes americanos, consciente do seu papel, da sua missão.

O livro “Peril” é baseado em 200 entrevistas com testemunhas de um quadro assustador dos últimos dias de Trump no cargo. Relata os bastidores de um presidente desequilibrado e explosivo, gritando com conselheiros e assessores, enquanto buscava desesperadamente se agarrar ao poder.

Milley recebeu um telefonema da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, que falou:

– “O que estou dizendo a você é que se eles não puderam nem mesmo impedi-lo de um ataque ao Capitólio, quem sabe o que mais ele pode fazer? E há alguém no comando da Casa Branca que estava fazendo alguma coisa além de beijar seu traseiro gordo por tudo isso? “Você sabe que ele é louco. Ele está louco há muito tempo.” Milley respondeu: “Senhora Presidente, concordo com você em tudo.”

Nos últimos meses da presidência de Donald Trump, o General Mark Milley teve que, secretamente, ligar duas vezes para o ocupante do mesmo cargo militar na China, General Li Zuocheng,  para tranquilizar Pequim de que os EUA não atacariam.

Em países cucarachos a democracia costuma ter generais com uma mentalidade cucaracha, infelizmente. Eles conseguem ser obedecidos. Fazer as tropas acompanhar surtos típicos de cabeça de militar. Teve um que declarou guerra à Inglaterra, invadindo as Ilhas Falklands, há 500 km de pn, perto do Polo Sul, onde só tinha pinguins, além de uns 3 mil britânicos malucos descendentes dos que ocuparam a ilha no século XIX.  Uma tragédia para as famílias de centenas de argentinos que acabaram mortos em combate.

Olha, o meu site tem um setor de frases que aprecio, inclusive algumas minhas. Em uma destas, pondero o seguinte:

– A força de uma democracia não deve ser medida pela existência de eleições livres, onde qualquer um vota e qualquer um pode ser eleito, mas sim pela capacidade de suas instituições de resistir ao resultado das urnas, qualquer que seja o eleito.

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