Reeleição ameaçada por falta d’água e apagão no ano eleitoral de 2022. Em maio de 2021, comentando o tamanho da crise hídrica, o Min. de Minas e Energia Bento Albuquerque disse: “é a maior crise desde 1931. E só não é pior porque não se media antes. São 91 anos. E agrava-se o fato de que também estamos tendo a menor afluência em Itaipu desde a sua construção.”
O nível dos reservatórios sobe com as chuvas de verão. Este ano, assim como no anterior, choveu pouco e os reservatórios não se recuperaram, permanecendo perigosamente baixos.
Apavorado diante da perspectiva de chover pouco novamente em 2021, o que fez o governo? Desde 2020 mandou aumentar a compra de energia bem mais cara das usinas termelétricas para não gastar água dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, cujo nível está em 34%, enquanto o seguro seria pelo menos 50% (estava em 36% em 2020, 47% em 2019 e 55% em 2015).
Não haveria problema algum se essas usinas termelétricas fossem movidas com aquele gás a preços irrisórios prometido na época de campanha eleitoral de 2018. No entanto, a energia barata, praticamente de graça, só existia na viagem na maionese do ministro da economia. Daqui em diante, a população tende a pagar preços altíssimos pela energia das termelétricas para segurar o nível dos reservatórios.
Pode piorar se houver o avanço das variantes do coronavírus conjugado com falta d’água para lavar as mãos.
Outubro de 2022. População pagando caro por energia elétrica e gás, sem água, sofrendo ainda com cepas que outros países conseguiram debelar… O detector de maionese exclusivo deste Canal já anteviu viagens na maionese que você vai ter que aturar no ano que vem, durante a campanha eleitoral. Ele vai dizer que a culpa é:
- dos ambientalistas e esquerdistas do IBAMA, que não deixaram destruir os rios, oops, usar os rios para construir usinas hidrelétricas;
- do Congresso Nacional, que não aprovou as privatizações que trariam energia ilimitada do gás das plataformas marítimas, que acaba reinjetado no subsolo por falta de meios de distribuição;
- de São Pedro comunista, que está contra o Messias.
Bem, este Canal da Maionese não está agourando, mas cumprindo sua missão cívica de antecipar os surtos de maionese que ocorrerão em 2022, que vão começar quando o presidente abrir a torneira negacionista e disser pra você: “– é só uma falta d’águazinha temporária, que vai acabar depois da minha eleição.”

